terça-feira, 3 de junho de 2008

T.D. Modo Imperativo

1. O imperativo não expressa apenas ordem ou comando. Seu emprego tem por finalidade também exortar (animar, encorajar) o nosso interlocutor a realizar a ação expressa pelo verbo. Os valores expressos pelo imperativo dependem do significado do verbo, do sentido geral do contexto e, principalmente, da entonação que damos à frase imperativa.

Nas frases abaixo, indique qual destes valores o imperativo destacado expressa: exortação, súplica, conselho, convite, solicitação.

a) Valei-me, Nossa Senhora!

b) Bom dia! Levante, seu dorminhoco. O sol já está alto!

c) Não as costas para a sorte!

d) Venha escolher o livro que quiser!

2. Os textos publicitários podem inspirar a criação de outros textos. Leia um trecho da crônica “O que você deve fazer”, de Carlos Drummond de Andrade, e observe que, ao utilizar a fórmula dos anúncios publicitários, principalmente empregando o imperativo para promover produtos que não servem para nada, o autor faz uma crítica ao bombardeio da publicidade sobre o ser humano.

(Se for leitor de jornais e revistas, fiel ouvinte de rádio,

obediente telespectador ou simples passageiro de bonde.)

Consuma aveia, como experiência, durante 30 anos.

Emagreça um quilo por semana sem regime e sem dieta.

Livre-se do complexo de magreza, usando Koxkoax hoje mesmo.

Procure nosso revendedor autorizado.

Economize servindo a garrafa monstro de Lero-Lero.

Ganhe a miniatura da garrafa de Lisolete.

Tenha sempre à mão um comprimido de leite de magnólia.

Resolva de uma vez o problema de seu assoalho, aplicando-lhe Sintaxe.

Use somente peças originais, para o funcionamento ideal do seu W.Y.Z.

Tenha sempre à mão uma caixa de adesivos plásticos.

Faça o curso de madureza por correspondência.

Aprenda em casa, nas horas vagas, a fascinante profissão de relojoeiro. [...]


(“A bolsa & a vida”. In: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1973. p. 1032.)

Agora, responda às questões:


a) Quais as formas verbais no imperativo que ocorrem no texto? Sublinhe-as.

b) Qual ou quais o(s) valor(es) destacado(s) nesses imperativos?

c) Reeescreve as três últimas linhas, no imperqativo negativo, utilizando o mesmo tratamento em 3ª pessoa.


d) Reescreva as duas primeiras linhas no imperativo negativo, utilizando o tratamento em 2ª pessoa.



3. Completar as lacunas com o verbo indicado entre parênteses, utilizado na forma imperativa e adequada à pessoa utilizada na oração.

a) _____________________, (sonhar) Alice! Seu país não é das Maravilhas! É um mundo cruel, mas real.

b) ________________________ (não vacilar), todos vós, jovens sonhadores! O futuro vos espera!

c) _____________ (fazer), todos nós, como se fôssemos já vencedores dessa Gincana Junina!

d) A prova da Macambira não costuma ser pequena, dada a extensão da matéria. Portanto, alunos, ________________ (estudar) muito!

e) Porque desistes tão fácil assim da tua própria sorte? __________(ir) à luta! “A dança da tua vida, só tu a podes dançar.”

f) Se você tivesse ido à festa, eu teria lhe dito: _________________ (dançar) logo comigo!



4. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. Use V,
para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os falsos.

“Tão novo e já pendurou as chuteiras
I
E não foi só ele. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras
mais cedo por problemas cardiovasculares.
II
Hoje, 20% da população adulta brasileira é hipertensa, 12%
é diabética e 30% tem colesterol elevado.
III
Essas doenças, associadas a tabagismo, obesidade, estresse
e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares,
que correspondem a 32% de todos os óbitos.
IV
Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares.
V
Procure seu médico e siga a sua orientação.”
Veja. 23/06/99, p. 153

( ) As formas verbais seja, procure e siga estão no imperativo, 3ª pessoa do singular
e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor.
( ) As formas verbais foi e é são, respectivamente, dos verbos ir e ser; a primeira no
pretérito e a segunda no presente.
( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados
separadamente: cardíacos e vasculares.
( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo
feminino quanto do masculino, o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto
ser tanto homem quanto mulher.

5. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra, de Rita Lee e Roberto de Carvalho:

Não me cobre ser existente
Cobra de mim que sou serpente

Com relação ao emprego do imperativo nos versos, podemos afirmar que

a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra.
b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas, portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra).
c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal.
d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo, portanto o emprego está adequado.
e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo.



segunda-feira, 2 de junho de 2008

Livros adotados - Vestibular UFC 2009

Visite o sítio do Professor João Saraiva; ele disponibiliza, em seu blogue deveras interessante, alguns resumos comentados de algumas das obras selecionadass para o vestibular de 2009 da UFC.

Copie o endereço abaixo e o cole em seu navegador para ler sobre "Aves de Arribação":

http://www.joaosaraiva.com.br/blog/?p=39

Quanto à lista completa da UFC, pode anotar logo aqui quais são os premiados deste ano. ^_^


UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
COORDENADORIA DE CONCURSOS - CCV

RELAÇÃO DE LIVROS DE LITERATURA RECOMENDADA PARA O
VESTIBULAR 2009


Romance

    Aves de Arribação
    (Antônio Sales)
    Dias e Dias
    (Ana Miranda)
    O Mundo de Flora
    (Ângela Gutierrez)
    O Encontro Marcado (Novo)
    (Fernando Sabino)

Teatro

    Três Peças Escolhidas
    (Eduardo Campos)

Crônica

    Entre a Boca da Noite e a Madrugada
    (Milton Dias)

Poesia

    Cordéis e Outros Poemas
    (Patativa do Assaré)

Conto

___________________________________________________________________________

Aproveitando o ensejo, não esqueçam dos cusos de línguas quase gratuitos oferecidos pela UFC, as conhecidsas Casa de Cultura. estão com inscrições abertas para o 2ª semestre de 2008.

Português –AB - 8ºEF - 1ª etapa


Professora Tetê Macambira -


PARTE I FICHA DE LEITURA DOS PARADIDÁTICOS “SE LIGA” E “MANUAL DA SOBREVIVÊNCIA FAMILIAR”

01. Preencha abaixo os dados solicitados para cada um dos paradidáticos estudados em classe:

“Se Liga!”

“Manual da Sobrevivência Familiar”

Autor

Protagonista

Tema Principal

02. Explique, com as suas próprias palavras, o porquê dos títulos das seguintes obras: (02 escores)

a) “Se Liga!”

b) “Manual da Sobrevivência Familiar”

03. Cite DOIS problemas que o protagonista de “Manual da Sobrevivência Familiar” teve que enfrentar, comentando-os: (04 escores)

04. Por que, para o eu-lírico de “Manual da Sobrevivência Familiar”, havia uma necessidade de se fazer um manual para sobreviver à própria família?(1 escore)

05. Ainda sobre o livro “Manual da Sobrevivência Familiar”, responda (04 escores)

a) Por que o narrador e sua família foi morar com o avô do narrador?

b) Além deles, que outras pessoas dividiam o espaço físico da construção do avô?

c) Era – segundo o narrador – uma convivência pacífica sempre? Por quê?

d) Como poderia ser descrito o relacionamento do narrador com os avós, mais precisamente com o avô?

06. No livro “Se Liga!”, há várias situações que pretendem alertar o jovem. Cite duas delas que mais lhe chamaram a atenção e explique porquê. (4 escores)

07. Ainda sobre o livro “Se Liga!”, há situações que envolvem a família. Cite uma. (1 escore)

08. Relacionando as duas obras lidas, responda: (02 escores)

a) Qual o tema em comum entre as duas obras?

b) A que público se destinam?

PARTE II – GRAMÁTICA

09. Sublinhe e classifique sintaticamente todos os sujeitos das frases seguintes (07 escores)

a) Estou muito bem disposto, hoje. ______________________________________

b) O Miguel e o Pedro foram para Paris. ______________________________

c) Eles chegam no sábado. _________________________________________

d) Dizem que está imenso frio na Europa. _____________________________

e) Perceberam tudo quanto vos disse? ________________________________

f) Só muito mais tarde do que eu contava, chegaram os meus convidados. ___________________________________________________

g) Tem feito um calor terrível ____________________________________

10. Insira a expressão entre parênteses entre o sujeito e o verbo, na linha pontilhada, utilizando-se de vírgulas.

(Expressões intercaladas)

Exemplo:

O presidente ........ reformulou seus pontos de vista. (durante a última reunião com seus assessores)

O presidente, durante a última reunião com seus assessores, reformulou seus pontos de vista.

a. O vendedor ....... apresentou-nos um plano de pagamento apetitoso. (como último recurso)

b. O homem ....... tem de usar seu poder recreativo para superá-los. (diante de maiores obstáculos)

11. Reescreva as sentenças abaixo segundo o modelo:

(Voz passiva analítica/ voz passiva sintética)

Exemplo 1:

Foi montada nova fábrica no perímetro urbano.

Montou-se nova fábrica no perímetro urbano.

Exemplo 2:

Foram montadas novas fábricas no perímetro urbano.

Montaram-se novas fábricas no perímetro urbano

a. São realizadas semanalmente importantes partidas de futebol.

b. Convém que sejam mantidos os horários do ano passado.

c. Foi feita importante pesquisa de opinião pública.

12. Pluralize a expressão em destaque e, caso esta funcione como sujeito, faça o ajuste da forma verbal:

(Voz passiva sintética/ sujeito indeterminado.)

Exemplo 1:

Fala-se de séria crise internacional.

Fala-se de sérias crises internacionais.

Exemplo 2:

Encontra-se à venda importante coleção.

Encontram-se à venda importantes coleções.

a. É bom que se reserve antes a passagem.

b. Falou-se de possível desfalque na seleção.

c. Mencionou-se o nome escolhido.

d. Espero que se mantenha o critério atual.

13. Pluralize a expressão em destaque e, caso esta funcione como sujeito, faça o ajuste na forma verbal.

(Concordância verbo- sujeito.)

Exemplos 1:

Há de surgir nova fonte de energia.

Hão de surgir novas fontes de energia.

Exemplo 2:

É bem possível que não haja a tal reunião.

É bem possível que não haja as tais reuniões.

a. Esteve no meu gabinete o representante do sindicato.

b. Assim que começou o debate, alguns candidatos se retiraram.

c. Sempre que houver reclamação, providências terão de ser tomadas.

14. Sublinhe, , nas seguintes frases, o predicativo de sujeito. (03 escores)

Mariano Paulo está nervoso.
(...)
– Sei que a memória da tua mãe é uma coisa preciosa, mas não somos nós que fazemos a vida.
(...)
– Talvez aches que há nisto um pouco de egoísmo. Realmente, não sou perfeito. Mas, para lá do que possas julgar, é neste chão, nesta casa que eu penso.

Carlos de Oliveira - Casa na Duna

15. Uso do S e Z

Complete as palavras com S ou Z. A seguir, copie as palavras na forma correta:

pou....ando: .............................

pre....ença: ..................................

arte.....anato: ...........................

escravi.....ar: ................................

nature.....a: ..............................

va.....o: .......................................

pre.....idente: ............................

fa.....er: .....................................

Bra.....il: .................................

civili....ação: ................................

Português - AB - 9°EF - 1ª etapa


Professora: Tetê Macambira –  1ª etapa
 
TEXTO:
 
 

A CASA DE BONECAS

Katherine Mansfield (1888-1923)

Quando a querida Sra. Hay voltou à cidade, depois de ter passado uns dias com os Burnells, mandou para as crianças uma casa de boneca. Era tão grande, que o carroceiro e Pat carregaram-na para o quintal, e ali ficou, em cima de dois caixotes de madeira, junto da porta da despensa. Não havia perigo de se estragar – era verão. Além disso, o cheiro de tinta talvez tivesse passado, no momento de levá-la para dentro. Porque, é verdade, o cheiro de tinta que vinha daquela casa de boneca ("Muita gentileza de parte da velha Sra. Hay, muita gentileza e generosidade"), o cheiro de tinta era bem capaz de fazer alguém ficar seriamente doente, achava a tia Beryl. Até mesmo após ser desembalada. E ao ser...

Lá estava a casa de boneca, de um verde escuro, oleosa, espinafre, realçado com amarelo claro. Suas duas chaminezinhas, coladas no teto, eram pintadas de vermelho e branco, e a porta, brilhando com o seu verniz amarelo, parecia um caramelo. Quatro janelas, janelas de verdade, eram divididas em caixilhos en-vidraçados por uma larga lista verde. Havia, também, um pequeno pórtico pintado de amarelo, com grandes protuberâncias de tinta solidificada pendendo ao longo da sua beirada. Mas que casinha perfeita! Quem é que poderia incomo-dar-se com o cheiro? Fazia parte da alegria, da novidade.

– Alguém abra logo!

O trinco, de um lado, estava fortemente fechado. Pat forçou-o com seu canivete, toda a fachada da casa girou para a frente e... Pronto! Todos olharam juntos, ao mesmo tempo, para a sala de visitas e a sala de jantar, a cozinha e os dois quartos. Aquilo sim que era maneira de se abrir uma casa! Por que todas não se abriam daquele jeito? Era muito mais emocionante do que espiar pela fresta de uma porta e ver um pequeno hall com uma chapeleira e dois guarda-chuvas! Era aquilo – não era? – que você gostaria de saber sobre uma casa ao levar a mão à maçaneta. Talvez fosse assim que, ao dar uma volta silenciosa com um anjo, Deus abrisse as casas, tarde da noite...

– Oooh!

A exclamação das filhas dos Burnells soou como se elas estivessem desesperadas. A casa era tão maravilhosa! Demais para elas! Nunca tinham visto nada igual na vida. Todos os cômodos, forrados com papel de parede! Havia quadros nas, paredes, pintados no papel, com molduras douradas e tudo. Um carpete vermelho cobria o assoalho inteiro, salvo o da cozinha. Cadeiras de feltro vermelho na sala de visitas, verde na sala de jantar. Mesas, camas com lençóis e colchas de verdade, um berço, um fogão, um aparador com pratinhos e um jarro grande. O que mais agradou a Kezia, porém, o que ela adorou, foi o lampião, no centro da mesa da sala de jantar. Um lindo lampiãozinho, cor de âmbar, com um globo branco. Já estava até cheio, prontinho, embora, é claro, não pudesse ser aceso. Mas havia dentro dele algo que parecia querosene e que, sedido, se mexia.

Papai e mamãe bonecos estavam encarrapachados, imóveis, como se houvessem desmaiado, na sala de jantar, e seus dois filhos, que dormiam no andar de cima, eram grandes demais para a casa de boneca. Pareciam não pertencer a ela. Mas o lampião era perfeito. Sorria para Kezia, dizendo "eu moro aqui". O lampião era de verdade.

Na manhã seguinte, indo para a escola, as filhas dos Burnells não conseguiam andar tão depressa quanto gostariam. Elas estavam loucas de vontade de contar para todo o mundo, de descrever, de... em suma, de gabar-se da casa de boneca delas antes que a campainha tocasse.

– Sou eu que vou contar – disse Isabel, – porque eu sou a mais velha. E vocês duas podem completar depois. Mas eu conto primeiro. Não havia o que contestar. Isabel era uma mandona, sempre tinha razão, e Lottie e Kezia conheciam muito bem os poderes que detinha por ser a mais velha. Elas passaram céleres no meio dos ranúnculos da beira da estrada e não disseram nada.

– E sou eu que vou escolher quem a vê primeiro. Mamãe disse que posso.

Tinha sido combinado que, enquanto a casa de boneca permanecesse no quintal, podiam convidar as meninas da escola, duas de cada vez, para virem vê-la. Não podiam ficar para o chá, é claro, nem perambular dentro de casa. Só ficar quietinhas, no quintal, enquanto Isabel mostrava as maravilhas dela, e Lottie e Kezia permaneciam olhando, deleitadas...

No entanto, embora se apressassem o mais que podiam, ao chegarem à cerca coberta de pixe do pátio dos meninos, o sinal tocou. Tiveram tempo apenas de tirar rapidamente os chapéus e entrar na fila antes do início da chamada. Azar. Isabel tentou compensar assumindo uns ares importantes e misteriosos, cochichando, com a mão escondendo a boca, para as meninas que estavam perto dela:

– Preciso contar uma coisa para vocês na hora do recreio.

Chegou a hora do recreio, e cercaram Isabel. As meninas da turma quase brigaram para passar os braços em torno dela, puxá-la à parte, sorrir bajuladoramente, ser a sua amiga especial. Ela concedeu uma verdadeira audiência debaixo dos gigantescos pinheiros, num canto do pátio. Acotovelando-se, dando risadinhas, as meninas comprimiam-se. As duas únicas que se mantinham fora do círculo eram as que sempre ficavam de fora, as Kelveys. Elas não fariam a besteira de chegar perto das Burnells.

O caso era que a escola em que as Burnells estavam não era absolutamente aquela que os pais teriam escolhido, se houvesse possibilidade de escolha. Mas não havia. Era a única escola num raio de várias milhas. Em conseqüência, as meninas do lugar – as filhas do juiz, do doutor, do dono do armazém, do leiteiro – eram obrigadas a misturar-se. Para não falar de igual número de meninos grosseiros, broncos. Mas a linha divisória tinha de ser traçada em algum ponto. Este ponto eram as Kelveys. Muitas crianças, inclusive as Burnells, estavam proibidas de falar com elas. Passavam pelas Kelveys de cabeça empinada, e, como elas davam o tom geral de comportamento, todo mundo evitava as Kelveys. Inclusive a professora tinha uma voz particular para elas e um sorriso significativo para as outras meninas, quando Lil Kelvey vinha até a sua mesa com um buquê de flores horrivelmente vulgares.

Eram filhas de uma lavadeirazinha despachada e trabalhadora, que batia de porta em porta todos os dias. Uma coisa horrível mesmo. E onde andava o Sr. Kelvey? Ninguém sabia, ao certo. Dizia-se que estava preso. De modo que elas eram filhas de uma lavadeira e de um presidiário. Otima companhia para as filhas dos outros! E tinham mesmo jeito disso! Era difícil entender porque a Sra. Kelvey fazia com que elas dessem tanto na vista assim. Na verdade, vestia-as com "pedaços" que lhe foram dados pelas pessoas para quem trabalhava. Lil, por exemplo, que era uma menina decidida, desembaraçada, sardenta, ia para a escola com um vestido feito de uma avental de sarja verde dos Burnells, com mangas de feltro vermelho feitas com as cortinas dos Logans. O chapéu dela, empoleirado no topo da sua testa alta, era um chapéu de mulher adulta, que pertenceu outrora a Miss Lecky, a gerente dos Correios. Era virado para cima na parte de trás e enfeitado com uma grande pena escarlate. Lil parecia um espantalho! Era impossível não rir dela. E a sua irmãzinha, nossa Else, usava um vestido branco comprido, uma espécie de camisola, e um par de botinas de menino. Mas, vestisse o que quisesse, nossa Else continuaria tendo um aspecto esquisito. Era uma menina magricela, de cabelos curtos e olhos enormes e solenes – uma corujinha branca. Ninguém nunca a tinha visto sorrir. Quase não falava. Vivia agarrada à irmã, sempre grudada num pedaço da saia de Lil. Onde a outra ia, nossa Else ia atrás. No pátio, na estrada a caminho da escola ou voltando para casa, lá vinha Lil na frente e nossa Else agarrada a ela atrás. Somente quando queria alguma coisa, ou estava cansada, nossa Else dava um puxão em Lil, e ela parava e virava para trás. As Kelveys sempre se entendiam.

Agora elas rondavam por perto: ninguém poderia impedi-las de escutar. As meninas viraram-se e sorriram zombeteiramente para elas. Lil, como de costume, dava o seu sorriso abobalhado e envergonhado, e nossa Else limitava-se a ficar olhando.

A voz de Isabel, toda prosa, continuava contando. O carpete fez grande sensação, assim como as camas com lençóis e colchas de verdade, e o fogão, com a portinha do forno.

Quando terminou, Kezia interveio.

– Você se esqueceu do lampião, Isabel.

– Ah é! – disse Isabel. – Tem um lampiãozinho, todo de vidro amarelo com um globo branco, em cima da mesa da sala de jantar. Até parece de verdade.

– O lampião é o melhor de tudo! – exclamou Kezia.

Ela achava que Isabel não estava dando bastante importância ao lampiãozinho. Mas ninguém prestou atenção: Isabel escolhia as duas que iriam voltar para casa com elas, à tarde, para ver a casinha de boneca. Escolheu Emmie Cole e Lena Logan. Sabendo que teriam a sua vez, as outras se desmancharam em gentilezas para com Isabel. Uma a uma, punham o braço em volta da cintura dela e a puxavam à parte. Tinham uma coisa para contar, um segredo.

– Isabel é minha amiga.

Só as pequenas Kelveys se afastaram, esquecidas, sem mais nada para ouvir. Passaram-se os dias, e quanto mais crianças viam a casa de boneca, mais se propagava a sua fama. Tornou-se o único tema, a coqueluche. A única pergunta que se ouvia era:

– Viu a asa de boneca das Burnells? Não é uma graça?

– Você não viu? Ah, eu vi!

Até mesmo a hora do lanche era consagrada a se falar dela. As meninas sentavam-se debaixo dos pinheiros comendo seus grossos sanduíches de carneiro e enormes pedaços de bolo de fubá besuntados com manteiga. Como sempre, as Kelveys ficavam sentadas o mais perto que podiam, nossa Else agarrada a Lil, ouvindo também, enquanto mastigavam seus sanduíches de presunto, embrulhados num jornal empapado de vermelhas manchas de gordura.

– Mamãe – perguntou Kezia um dia, – posso convidar as Kelveys uma vez?

– Claro que não!

– Mas por quê?

– Não amole, Kezia. Você sabe muito bem porquê. Finalmente, todas as meninas tinham visto, menos elas. Naquele dia, o tema esmoreceu. Hora do lanche. As meninas estavam juntas debaixo dos pinheiros e, de repente, ao olharem para as Kelveys comendo no jornal delas, sempre sozinhas, sem- pre ouvindo, sentiram vontade de serem malvadas. Emmie Cole deu início à implicância.

– Lil Kelvey vai ser empregada doméstica quando crescer.

– Oooh, que horror! – fez Isabel Burnell, lançando um olhar cúmplice para Emmie.

Emmie engoliu o seu lanche com um ar cheio de subentendidos e balançou a cabeça para Isabel, como tinha visto sua mãe fazer naquelas ocasiões.

– É verdade... é verdade... é verdade – disse.

Os olhos de Lena Logan chamejaram.

– Vou perguntar a ela – sibilou.

– Melhor não – disse Jessie May.

– Ah, não tenho medo! – exclamou Lena.

De repente, ela soltou um gritinho agudo e pôs-se a dançar diante das coleguinhas.

– Olhem! Olhem para mim! Olhem só para mim! disse.

E esgueirando-se, deslizando, arrastando o pé, ocultando o riso com a mão, Lena foi para cima das Kelveys. Lil ergueu os olhos do seu lanche. Embrulhou rapidamente o resto dele. Nossa Else parou de mastigar. O que ia acontecer?

– É verdade que você vai ser empregada doméstica quando crescer, Lil Kelvey? – perguntou Lena com uma voz estridente.

Silêncio profundo. Em vez de responder, Lil apenas deu um sorriso abobalhado, envergonhado. Ela fingia não ter ouvido a pergunta. Que decepção para Lena! As outras meninas caíram na gargalhada.

Lena não podia aguentar aquela caçoada. Pôs as mãos nas cadeiras e exclamou arrogante, dando despeitadamente de ombros:

– Ahn, também o pai de vocês está na prisão.

Era tão formidável ter dito aquilo, que todas as meninas saíram correndo juntas, profunda, profundamente contentes, numa alegria selvagem. Uma delas encontrou uma corda comprida, e elas começaram a pular. Nunca pularam tão alto, entraram e saíram da corda tão depressa, nem fizeram coisas tão arrojadas como naquela manhã. A tarde, Pat veio buscar as Burnells com a charrete, e foram para casa. Tinham visitas, Isabel e Lottie, que adoravam visitas, subiram para trocar os aventais. Mas Kezia escapuliu para os fundos. Não havia ninguém por perto. Ela começou a balançar-se no portão branco do quintal. Pouco depois, olhando para a estrada, viu dois pequenos pontos. Eles foram crescendo, vinham em direção a ela. Agora podia ver que um estava na frente e o outro logo atrás. Agora podia ver que eram as Kelveys. Kezia parou de balançar. Pulou do portão e quase saiu correndo. E, então, hesitou. As Kelveys se aproximavam e, ao lado delas, caminhavam as suas sombras, compridíssimas, estendendo-se através da estrada, as cabeças nos ranúnculos.

Kezia tornou a trepar no portão. Tomou uma decisão. Balançou para fora.

– Oi! – fez para as Kelveys que passavam.

Elas ficaram tão atônitas, que até pararam. Lil deu o seu sorriso ababalhado. Nossa Elsa ficou olhando.

– Podem vir ver a nossa casa de boneca, se quiserem – disse Kezia, esfregando o dedo do pé no chão.

Lil corou e sacudiu vivamente a cabeça.

– Por quê não? – perguntou Kezia.

Lil respirou fundo, nervosamente.

- Sua mãe disse pra minha que era pra você não falar com a gente.

– Ahh – fez Kezia, sem saber o que replicar. – Não tem importância. Podem espiar, assim mesmo, a nossa casa de boneca. Venham. Não tem ninguém olhando.

Lil sacudiu a cabeça com maior veemência ainda.

– Vocês não querem? – perguntou Kezia.

De repente, deram um puxão na saia de Lil. Ela virou-se para trás. Nossa Else implorava com os olhos enormes, fazia cara feia – queria ver. Por um momento, Lil fitou a irmã com uma expressão de dúvida. Mas nossa Else puxou de novo a saia dela. Lil deu um passo adiante.

Kezia foi na frente. Feito dois gatos de rua, as duas a seguiram pelo quintal até onde estava a casa de boneca.

– Olhem! – mostrou Kezia.

Houve uma pausa. Lil respirava profundamente, quase bufando. Nossa Else estava silenciosa como uma pedra.

– Vou abrir pra vocês – disse Kezia gentilmente.

Abriu o trinco, e as meninas viram o interior da casa.

– Tem uma sala de visitas e uma sala de jantar. E isto é o...

– Kezia!

Ah, que pulo elas deram!

– Kezia!

Era a voz da tia Beryl. Elas se viraram. Da porta dos fundos, tia Beryl olhava como se não pudesse acreditar no que estava vendo.

– Você ousou convidar as Kelveys para virem até o quintal?! – exclamou a voz fria e furiosa. – Você sabe, tão bem quanto eu, que está proibida de falar com elas! Vão embora, meninas, vão já embora! E não voltem mais!

Tia Beryl foi até o quintal e enxotou-as, como se enxotasse galinhas.

– Fora, fora, imediatamente! – gritou, fria e arrogante.

Não foi preciso dizer-lhes aquilo duas vezes.

Ardendo de vergonha, apertando-se uma à outra, Lil arrastava a irmã, nossa aturdida Else, como se fosse sua mãe, atravessaram sem saber de que jeito o grande quintal e passaram comprimidas pelo portão branco.

– Menina travessa, desobediente! – tia Beryl disse a Kezia, azeda, e bateu violentamente a porta da casa de boneca.

A tarde havia sido terrível. Recebera uma carta de Willie Brent, uma carta tremenda, ameaçadora, dizendo que se ela não viesse encontrá-la naquela noite em Pulman’s Bush, ele viria até o portão e perguntaria por quê! Mas agora, que ela assustara aqueles ratinhos das Kelveys e dera uma boa bronca em Kezia, seu coração estava mais leve. Aquela pressão horrível cessara.

Retornou à casa cantarolando.

Quando as Kelveys ficaram bem longe da vista dos Burnells, sentaram-se para descansar um pouco numa grande manilha vermelha à beira da estrada. As bochechas de Lil ainda estavam ardendo. Ela tirou o chapéu com a pena e colocou-o sobre os joelhos. As duas olharam sonhadoras, por cima do campo de feno, além do remanso do ribeirão, para a cerca de madeira do curral, onde as vacas dos Logans esperavam para serem ordenhadas. Em que as Kelveys estariam pensando?

Agora, nossa Else apertou-se mais à irmã. Já tinha se esquecido daquela mulher furiosa. Estendeu um dedinho, afagou a pena do chapéu e sorriu o seu sorriso raro.

- Eu vi o lampiãozinho – disse ela mansamente.

Daí, ambas tornaram a ficar em silêncio.

 

Tradução de Edla Van Steen e Eduardo Brandão

 
 

Mulheres na Literatura

Muito bonita a mensagem do conto A casa de bonecas, da Katherine Mansfield. Muito inteligente dela criar uma estória de malediscências entre meninas ainda tão pequenas, buscando chamar a atenção dos adultos para os filhos que “constroem”, e que sensível perceber como o olhar voltado para um detalhe tão simples pode modificar todo o rumo do conto, o rumo da própria vida.

As arbitrariedades criadas pelos adultos que podem corromper a inocência das crianças; o preconceito ridículo que é passado como uma herança (e que péssima herança) para meninas que começam a conhecer a vida são momentos fortes do conto que nos fazem pensar, desabafar e colidir com nossa própria sociedade e seus “valores”.

PARTE I – INTYERPRETAÇÃO E FICHA DE LEITURA DOS PARADIDÁTICOS “HISTÓRIAS SOBRE ÉTICA” E “ A CORRENTE DA VIDA”

01.

PARTE II – GRAMÁTICA

08. Explique como diferenciar uma oração subordinada substantiva de uma oração surbordinada adjetiva. (2 escores)

 
 
 

09. Complete as frases utilizando o plural dos substantivos corretamente:

a. Todos os _____________ foram destituídos do cargo por serem corruptos. (vice-diretor)
b. Os meninos dão muitos ______________ quando jogam futebol. (pontapé)
c. Marina adora ____________ e cultiva-os em seu jardim. (amor-perfeito)
d. As aulas serão dadas às _____________. (segunda-feira)
e. Há muitos ____________ no meu quintal. (beija-flor)
f. Joana tem dois bebês ______________. Que sorte! (recém-nascido)

10. O plural de terno azul-claro e terno verde-mar é:

a) ternos azuis-claros; ternos verdes-mares

b) ternos azuis-claros; ternos verde-mares

c) ternos azul-claro; ternos verde-mar

d) ternos azul-claros; ternos verde-mar

e) ternos azuis-claros; ternos verde-mar

12. Classifique a seguinte oração sublinhada:

Julieta ficou à janela na esperança de que Romeu voltasse.

13.

T.D. Português - Fonética


Professora : T. N. Macambira – Total de escores: 50

O texto a seguir foi extraído de uma revista. Leia-o e resolva os exercícios de 1 a 4.

No Brasil, ainda existem milhões de analfabetos totais, e especialistas afirmam que a maioria da população adulta é constituída de analfabetos funcionais (gente que consegue ler, mas não consegue entender o que lê). Para essa parte da população, provavelmente a chamada “língua culta” está muito mais distante que qualquer língua estrangeira para você, que está lendo esta revista. Porque o obstáculo que os impede de dominar a “língua dos instruídos” não é apenas geográfico e cultural, mas sobretudo social e político – um obstáculo poderoso num país que briga pela liderança entre os de pior distribuição de renda.

Revista Educação, nº 217, maio de 1999.

01. Faça a divisão silábica das palavras a seguir e classifique seus encontros vocálicos, de acordo com o código abaixo: (14 escores)

I. ditongo oral crescente

II. ditongo oral decrescente

III. ditongo nasal crescente

IV. ditongo nasal decrescente

V. hiato

b) milhões

c) especialistas

d) constituída

e) muito

f) pior

g) existem

h) afirmam

02. Nos itens a seguir, faça o que se pede: (05 escores)

a) Divida em sílabas a palavra maioria e classifique seus encontros vocálicos.

b) Quanto à posição da sílaba tônica, a palavra maioria tem a mesma classificação que a palavra maior? Justifique.

c) Um aluno apontou, na palavra provavelmente, a sílaba –va como sendo a tônica. Sem fazer referência à verdadeira sílaba tônica dessa palavra nem à posição dela, explique por que esse aluno errou.

03. Considere esse conjunto de palavras do texto: (08 escores)

Brasil chamada consegue essa porque qualquer

Milhões que distribuição renda língua impede

a) Transcreva abaixo as que contêm dígrafo formado por vogal + m ou n.

b) Somente duas palavras do conjunto não contém dígrafo. Transcreva-as.

c) Nas duas sílabas da palavra qualquer ocorre o mesmo tipo de encontro fonético? Justifique.

d) Nas palavras consegue e língua ocorre o dígrafo gu? Justifique.

04. Para acentuar corretamente as palavras, são indispensáveis alguns conceitos já estudados. São apresentadas a seguir algumas regras de acentuação. Leia-as e transcreva do texto a(s) palavra(s) que serve(m) de exemplo para cada caso.(08 escores)

a) Palavra oxítona terminada em a(s) recebe acento gráfico

b) Acentuam-se graficamente as paroxítonas terminadas em ditongo

c) Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas

d) O i, na segunda vogal do hiato, receberá acento se aparecer sozinho (ou com s) na sílaba e não estiver seguido de nh.

05. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos.

“O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano.’

Considere as seguintes atitudes:

1. Você corrige um erro.

2. Você corrige dois erros.

3. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.

4. Você fica louco da vida, xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro.”

Lourenço Diaféria

( ) A letra h não representa, na Língua Portuguesa, nenhuma fonema, mas é usada em

palavras que a trazem da etimologia, como humano.

( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema, o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara.

( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa:

Você corrige três erros.

6. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se, respectivamente, nas palavras:

a) ameaças e contrário;

b) biologia e adquirida;

c) científicas e biogenética;

d) negociação e países;

e) polícia e principais.

7. Unifor-CE

“Vejam que país...”

“...a lavadeira cheira a gim.”

Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de:

a) hiato, dígrafo e ditongo;

b) hiato, encontro consonantal e ditongo;

c) ditongo, dígrafo e hiato;

d) ditongo, dígrafo e ditongo;

e) ditongo, encontro consonantal e hiato.

8. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua, em:

a) Dadas as nossas origens e objetivos, existe, entre mim e eles, uma separação formal e intransponível.

b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha.

c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um.

d) Aproveito-me desta oportunidade, para agradecer-lhe a gentileza do gesto.

e) Antigamente, enviavam-se muitas cartas em mão.

9. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema.

Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.

a) Ambigüidade, guaraná, Anhanguera, tranqüilo, aguei, adquiri, distingui.

b) Anbiguidade, güaraná, Anhangüera, tranquilo, agüei, adqüiri, distingüi.

c) Ambigüidade, guaraná, Anhanguera, tranquilo, aguei, adquiri, distingui.

d) Ambiguidade, güaraná, Anhangüera, tranqüilo, agüei, adqüiri, distingüi.

e) Ambigüidade, guaraná, Anhangüera, tranqüilo, agüei, adquiri, distingui.

10. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas:

“O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo

amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira, notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra.”

I. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é, respectivamente,

ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da.

II. De acordo com as regras de acentuação gráfica, o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado.

III. Sem contração de preposição com artigo, a expressão “pelos estudiosos” deveria

grafar-se “pôr estudiosos”.

IV. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”.

São corretas as afirmações:

a) I, II e IV.

b) II e III.

c) I e II.

d) III e IV.

e) I e III.

11. U.E. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s)

destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s).

01. “...um pião enlouquecido.” – fonema /k/.

02. “Séculos quentíssimos...” – fonemas / ku/.

04. “...a velocidade da rotação...” – fonema /k/.

08. “Os americanos acham...” – fonema /k/.

16. “Daqui a alguns milênios...” – fonemas /ku/.

32. “...enquanto dá voltas...” – fonemas /kw/.

64. “Nevascas, furacões...” – fonema /k/.

Dê, como resposta a soma das alternativas corretas.

12. U.F. Santa Maria-RS

“Ele domina a número cinco, atenção, vai marcar, dá de chaleira... É goooool, sensacional!”

Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial, algumas palavras sofreriam alterações, como:

marcar marcá

chaleira chalera

sensacional sensacionau

Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas.

I. Em marcá, houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica.

II. Em chalera, houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples.

III. Em sensacionau, houve substituição da consoante final por semivogal, formando umditongo crescente.

Está(ão) correta(s):

a) apenas I.

b) apenas II.

c) apenas III.

d) apenas I e II.

e) apenas II e III.

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 13.

“Agora in Brasile, la mejor Parker Collection du monde.

Gracias à abertura da nossa

economia, a Parker do Brasil ha

portato a tutti noi a crème de la

crème das Parkers do mundo:

Duofold Centennial, Premier,

95, 88, 180 e mucho más.

I tutto para você pagar com

money brasileiro. Come on,

venga a buscar la suya.

Perché si non vous puede ficar

sem, capisci?”

Revista Veja/SP.

14. UFMT

( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno, da globalização lingüística, cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro.

( ) As palavras estrangeiras funcionam, no texto, como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado.

( ) As palavras gracias, tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português.

( ) O fato de o espanhol, o italiano e o francês, assim como o português, serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda.

( ) O sentido de money e come on é evidente no texto, porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina.

( ) Na Babel global, recriada por esse texto, a confusão de línguas também impede a comunicação.

15. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo.

a) qualquer; d) velho;

b) adivinhar; e) recorria.

c) confessar;

16. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas.

a) Empolgação, através, extrangeiro, despercebido, auto-falante.

b) Eletricista, asterístico, celebral, frustado, beneficiente.

c) Assessores, pretensão, losango, asterisco, alto-falante.

d) Sicrano, vultosa, previlégio, entitular, prazeiroso.

e) Eletrecista, pretenção, ascenção, celebral, prazeiroso.

17. Unifor-CE Nas palavras Paquequer, Paraíba e caudal, ocorrem, respectivamente os seguintes encontros:

a) ditongo – hiato – hiato;

b) dígrafo – hiato – ditongo;

c) ditongo – dígrafo – hiato;

d) dígrafo – ditongo – ditongo;

e) ditongo – dígrafo – ditongo.

18. U. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa:

a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s).

b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente.

c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s).

d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas.

e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente.