quinta-feira, 27 de novembro de 2008

TD Crase

T.D. Crase
1. (IBGE) Assinale a opção incorreta com relação ao emprego do acento indicativo de crase:
O pesquisador deu maior atenção à cidade menos privilegiada.
• Este resultado estatístico poderia pertencer à qualquer população carente.
• Mesmo atrasado, o recenseador compareceu à entrevista.
• A verba aprovada destina-se somente àquela cidade sertaneja.
• Veranópolis soube unir a atividade à prosperidade.
2. (IBGE) Assinale a opção em que o A sublinhado nas duas frases deve receber acento grave indicativo de crase:
Fui a Lisboa receber o prêmio. / Paulo começou a falar em voz alta.
Pedimos silêncio a todos. Pouco a pouco, a praça central se esvaziava.
Esta música foi dedicada a ele. / Os romeiros chegaram a Bahia.
Bateram a porta fui atender. / O carro entrou a direita da rua.
Todos a aplaudiram. / Escreve a redação a tinta.
3. (UF-RS) Disse ..... ela que não insistisse em amar ..... quem não ..... queria.
a) a - a - a d) à - à - à
b) a - a - à e) a - à - à
c) à - a - a
4. (UF-RS) Quanto ..... suas exigências, recuso-me ..... levá-las ..... sério.
a) às - à - a d) à - a - à
b) a - a - a e) as - a - a
c) as - à - à
5. (UC-BA) Já estavam ..... poucos metros da clareira, ..... qual foram ter por um atalho aberto ..... foice.
a) à - à – a d) à - a - à
b) a - à - a e) à - à - à
c) a - a - à
6. (UC-BA) Afeito ..... solidão, esquivava-se ..... comparecer ..... comemorações sociais.
a) à - a - a d) a - à - a
b) à - à - a e) a - a - à
c) à - a - à
7. (TTN) Preencha as lacunas da frase abaixo e assinale a alternativa correta:
"Comunicamos ..... Vossa Senhoria que encaminhamos ..... petição anexa ..... Divisão de Fiscalização que está apta ..... prestar ..... informações solicitadas."
a) a, a, à, a, as d) à, à, a, à, às
b) à, a, à, a, às e) à, a, à, à, as
c) a, à, a, à, as
8. (UF-RS) Somente ..... longo prazo será possível ajustar-se esse mecanismo ..... finalidade ..... que se destina.
a) a - à - a d) à - a - a
b) à - a - à e) à - à - a
c) à - à - à
9. (UF-RS) Entregue a carta ..... homem ..... que você se referiu ..... tempos.
a) aquele - à - á d) àquele - à - à
b) àquele - à - há e) àquele - a - há
c) aquele - a - a
10. (BB) Há crase:
a) Responda a todas as perguntas.
b) Avise a moça que chegou a encomenda.
c) Volte sempre a esta casa.
d) Dirija-se a qualquer caixa.
e) Entregue o pedido a alguém na portaria.
11. (CARLOS CHAGAS-BA) A casa fica ..... direita de quem sobe a rua, ..... duas quadras da avenida do Cortorno.
a) à - há d) à - a
b) a - à e) à - à
c) a - há
12. (CARLOS CHAGAS-BA) Não nos víamos ..... tanto tempo, que ..... primeira vista não ..... reconheci.
a) a - à - a d) há - à - a
b) a - à - há e) a - a - a
c) há - a - há
13. (SANTA CASA) Aconselhei-o ..... que, daí ..... pouco, assistissse .... novela.
a) a - à - a d) à - à - a
b) a - a - à e) à - a - à
c) a - a - a
14. (CESESP-PE) Observe as alternativas e assinale a que não contiver erro em relação à crase:
a) Rabiscava todos os seus textos à lápis para depois escrevê-los à máquina.
b) Sem dúvida que, com novos óculos, ele veria a distância do perigo, aquela hora do dia.
c) Referia-se com ternura ao menino, afeto às meninas e, com respeito, a várias pessoas menos íntimas.
d) Àquela distância, os carros só poderiam bater; não obedeceram as regras do trânsito.
e) Fui à Maceió provar um sururu à região.
15. (FUVEST) ....... noite, todos os operários voltaram ....... fábrica e só deixaram o serviço ....... uma hora da manhã.
a) Há, à, à d) À, a, há
b) A, a, a e) A, à, a
c) À, à, à
16. (CESCEM) Garanto ....... você que compete ....... ela, pelo menos ....... meu ver, tomar as providências para resolver o caso.
a) a, a, a d) a, à, a
b) à, à, a e) à, a à
c) a, à, à
17. (CESCEM) Sentou ....... máquina e pôs-se ....... reescrever uma ....... uma as páginas do relatório.
a) a - a - à d) à - à - à
b) a - à - a e) à - à - a
c) à - a - a
18. (MACK) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas no seguinte período: "Agradeço ....... Vossa Senhoria ....... oportunidade para manifestar minha opinião ....... respeito."
a) à - a - à d) a - a - a
b) à - a - a e) à - à - a
c) a - a - à
19. (SANTA CASA) ....... dias não se conseguem chegar ....... nenhuma das localidades ....... que os socorros se destinam.
a) Há - à - a d) Há - a - a
b) A - a - à e) À - a - à
c) À - à - a
20. (SANTA CASA) Fique ....... vontade; estou ....... seu inteiro dispor para ouvir o que tem ....... dizer.
a) a - à – a d) à - à - à
b) à - a - a e) a - a - à
c) à - à - a
21. (FMU) Assinale a alternativa em que não deve haver o sinal da crase:
a) O sonho de todo astronauta é voltar a Terra.
b) As vezes, as verdades são duras de se ouvir.
c) Enriqueço, a medida que trabalho.
d) Filiei-me a entidade, sem querer.
e) O sonho de todo marinheiro é voltar a terra.
22. (FUVEST) De ..... muito, ele se desinteressou em chegar a ocupar cargo tão importante. ..... coisas mais simples na vida e que valem mais que a posse momentânea de certos postos de relevo ..... que tantos ambiciosos por amor ..... ostentação.
a) a - Há - à - à d) a - Hão - a - à
b) há - As - a - a e) há - A - a - a
c) há - Há - a - à
23. (FGV) ..... tarde, acampadas já ..... horas, as tropas verificaram ..... perdas sofridas.
a) Há - a - às d) Há - à - as
b) À - há - as e) A - há - as
c) À - a - às
24. (BB) Dizer ....... toda gente o que pensava ....... respeito das coisas era sua maior ambição, mas não ....... confessava sequer ....... sua melhor amiga.
a) a, à, a, à d) a, à, à, à
b) à, à, a, a e) à, a, a, a
c) a, a, a, a
25. (BB) A amiga, ....... quem devia tanta atenção, não chegou ....... ouvir os agradecimentos que ....... muito esperava.
a) a, a, a d) à, à, a
b) a, a, há e) à, a, a
c) à, à, há
26. (BB) Estarei ....... frente do prédio, ....... poucos metros daqui; chegue, exatamente ....... uma hora.
a) à, há, à d) à, a, a
b) a, à, à e) à, há, a
c) à, a, à
27. (BB) Dizem que vencer ....... si mesmo é mais do que vencer o mundo; portanto, vençamos, pela prática da virtude, ....... todos os nossos defeitos e atingiremos ....... perfeição.
a) à, a, à d) a, a, a
b) a, a, à e) à, à, à
c) a, à, à
28. (BB) Quando for ....... Bahia, quero visitar ....... igreja do Bonfim e assistir ....... uma missa para dar cumprimento ....... promessa que fiz.
a) a, a, à, à d) à, a, a, à
b) à, à, a, a e) a, a, a, a
c) a, à, a, à
29. (BB) Qual das alternativas completa corretamente os espaços vazios?
"E entre o sono e o medo, ouviu como se fosse de verdade o apito de um trem igual ....... que ouvia em Limoeiro." (José Lins do Rego)
"Habituara-se ....... boa vida, tendo de tudo, regalada." (J. Amado)
"Os adultos são gente crescida que vive sempre dizendo pra gente fazer isso e não fazer ....... ." (M. Fernandes)
a) àquele, aquela, aquilo d) aquele, àquela, aquilo
b) àquele, àquela, àquilo e) aquele, aquela, aquilo
c) àquele, àquela, aquilo
30. (UF SANTA MARIA-RS) Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas da frase inicial: Nesta oportunidade, volto ....... referir-me ....... problemas já expostos .......... Vossa Senhoria ....... alguns dias.
a) à, àqueles, a, há d) à, àqueles, a, a
b) a, àqueles, a, há e) a, aqueles, à, há
c) a, aqueles, à, a
31. (FUND. SANTO ANDRÉ-SP) A alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase, é: "....... muito tempo, devido ....... condições político-econômicas do país, não é dado ....... população o direito de viver ....... salvo de sobressaltos financeiros", é:
a) a, as, à, à d) há, às, à, à
b) à, às, à, a e) à, as, à, a
c) há, às, à, a
32. (CEFET-PR) O pobre homem fica ....... meditar, ....... tarde, indiferente ........ que acontece ao seu redor.
a) à, a, aquilo d) à, à, aquilo
b) a, a, aquilo e) à, à, àquilo
c) a, à, àquilo
33. (FCL BRAGANÇA PAULISTA) Não me refiro ....... essa peça, mas ....... a que assistimos sábado ....... noite.
a) a, àquela, à d) à, àquela, a
b) a, aquela, a e) à, àquela, à
c) à, aquela, à
34. (FUEL-PR) Fique ....... vontade e confie ....... mim tudo que tem ....... dizer.
a) a, a, à d) à, à ,à
b) à, a, a e) a, à, a
c) à, a, à
35. (ACAFE-SC) Assinale a alternativa que completa a frase: Trouxe ....... mensagem ....... Vossa Senhoria e aguardo ....... resposta, ..... fim de levar ....... pessoa que me enviou.
a) a, a, à, a, a d) a, a, a, a, à
b) a, à, a, à, a e) à, a, a, a, a
c) à, à, à, à, a
36. (PUC-RS) Foi ....... mais de um século que, numa região de escritores, se propôs a maldição do cientista que reduziria o arco-íris ....... simples matéria: era uma ameaça ....... poesia.
a) a, a, à d) a, a, a
b) há, à, a e) há, a, à
c) há, à, à
37. (FUVEST) Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto: "Chegar cedo ..... repartição. Lá ..... de estar outra vez o Horácio conversando ..... uma das portas com Clementino."
a) à - há - a d) à - a - a
b) à - há - à e) a - a - à
c) a - há - a
38. (FUVEST) O progresso chegou inesperadamente ....... subúrbio. Daqui ....... poucos anos, nenhum dos seus moradores se lembrará mais das casinhas que, ....... tão pouco tempo, marcavam a paisagem familiar.
a) aquele, a ,a d) àquele, a, há
b) àquele, à, há e) aquele, à, há
c) àquele, à, à
39. (FUVEST) Diga ....... elas que estejam daqui ....... pouco ....... porta da biblioteca.
a) à, há, a d) à, a, a
b) a, há, a e) a, a, à
T.D. Crase – 2ª parte
40. (FUVEST) Assinale a frase gramaticalmente correta:
a) O papa caminhava a passo firme.
b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.
c) Chegou à noite, precisamente as 10 horas.
d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas.
e) Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora a nada.
41. (UM-SP)
I - Em relação a renda familiar, o emprego intensivo de mão-de-obra não é a melhor solução.
II - Desde a última década, sinistros presságios atormentavam-lhe a mente.
III - Os investidores americanos, habituados à lentidão do ritmo inflacionário, conseguem acumular fortuna. De acordo com o emprego adequado da crase, deduz-se que:
a) todos os períodos estão corretos
b) nenhum dos três períodos estão corretos
c) estão corretos os períodos I e II
d) estão corretos os períodos II e III
e) somente o período III está correto
42. (UM-SP) Marque o período em que o uso da crase é permitido:
a) Enviei à Roma suas fotografias.
b) Foi à Lapa para inaugurar a gráfica.
c) Alô, franceses, chegamos à Paris.
d) Viajou à Londres, a fim de rever antigo amor.
e) Referimo-nos à Niterói, em nossa excursão pelo interior.
43. (FESP) Assinale a alternativa que completa a frase: "Após ....... reunião, todos foram ....... sala, para assistir ....... chegada dos hóspedes".
a) a, à, a d) à, a, a
b) à, à, à e) a, a, a
c) a, à, à
44. (FESP) Refiro-me ....... atitudes de adultos que, na verdade, levam as moças ....... rebeldia insensata e ....... uma fuga insensata.
a) às, à, à d) à, a, a
b) as, à, à e) à, a, à
c) às, à, a
45. (FCMSC-SP) Dê ciência ....... todos de que não mais se atenderá ....... pedidos que não forem dirigidos ....... diretoria.
a) a, a, a d) à, à, a
b) a, à, a e) à, a, à
c) a, a, à
46. (FCMSC-SP) Estamos ....... poucas horas da cidade ....... que vieram ter, ....... tempos, nossos avós.
a) a, a, há d) à, a, a
b) há, a, a e) a, à, há
c) há, à, há
47. (FCMSC-SP) Assinale a sentença onde a crase foi empregada corretamente:
a) Não se esqueça de chegar à casa cedo.
b) Prefira isto aquilo, já que ao se fazer o bem não se olha à quem.
c) Já que pagaste àquelas dívidas, à que situação aspiras?
d) Chegaram até a região marcada e daí avançaram até à praia.
e) Suas previsões não deixaram de ter razão, pois à uma hora da madrugada é um perigo andar à pé, sozinho.
48. (UF-PR) Quais as formas que completam, pela ordem, as lacunas das frases seguintes? Daqui ..... pouco vai começar o exame; Compareci ..... cerimônia de posse do novo governador; Não tendo podido ir ..... faculdade hoje, prometo assistir ..... todas as aulas amanhã.
a) à, a, a, à d) a, na, à, à
b) há, na, à, a e) a, à, à, a
c) a, há, na, à
49. (ETF-SP) Não é mais possível, ..... esta altura, descobrir ..... que se deve a falha, nem cabe atribuir culpa ..... ninguém.
a) a - a - a d) à - à - à
b) a - à - a e) à - a - à
c) à - à - a
50. (BB) Quanto à crase: 1. Feche à porta 2. à chave e 3. volte à trabalhar
4. Informe à todas 5. que iremos à Brasília
a) corretos os segmentos 1 e 2 d) todos estão corretos
b) corretos os segmentos 3 e 4 e) todos estão incorretos
c) corretos os segmentos 2 e 5
51. (BB) Opção que completa corretamente a frase: Daqui ....... dois dias retornarei ....... Belém.
a) há, a d) há, à
b) à, à e) a, a
c) à, a
52. (BB) Opção que preenche corretamente as lacunas: O gerente dirigiu-se ....... sua sala e pôs-se ....... falar ....... todas as pessoas convocadas.
a) à, à, à d) a, a, à
b) a, à, à e) à, a, à
c) à, a, a
53. (BB) Forma incorreta:
a) Partirei daqui à uma hora.
b) O teste visa à verificar a qualidade do produto.
c) Ele vive à margem da comunidade.
d) O funcionário foi chamado à responsabilidade.
e) Estou à procura de um ideal.
54. (BANESPA) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto ao lado: "Recorreu ....... irmã e ....... ela se apegou como ....... uma tábua de salvação."
a) à - à - a d) à - à - à
b) à - a - à e) à - a - a
c) a - a - a
55. (ESAF) Assinale a frase em que o acento indicativo de crase foi empregado incorretamente:
a) Ao voltar das férias, devolverei tudo à Vossa Senhoria.
b) O candidato falou às classes trabalhadoras.
c) Fiquei à espera de meus amigos.
d) Sua maneira de falar é semelhante à de Paulo.
e) Você só poderá ser atendido às 9 horas.
56. (CARLOS CHAGAS) O fenômeno ....... que aludi é visível ....... noite e ....... olho nu.
a) a - a - a d) à - a - à
b) a - à - à e) à - à - a
c) a - à - a
57. (FMU) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase: ..... anos, ..... ecologia alerta ..... quem se interessar, que, ..... vezes, ..... ganância é um risco para a cidade.
a) A - a - à - há - às d) Há - a - à - as - à
b) Há - a - a - às - a e) A - há - à - as - a
c) A - a - à - as - a
58. (CARLOS CHAGAS) Já estavam ....... poucos metros da clareira ....... qual foram por um atalho aberto ....... foice.
a) à - à - a d) à - a - à
b) a - à - a e) à - à - à
c) a - a - à
59. (FUND. LUSÍADA) Assinale a alternativa que completa corretamente o período: ....... noite estava clara e os namorados foram ....... praia ver a chegada dos pescadores que voltavam ....... terra.
a) À - à - a d) À - a - à
b) A - à - à e) A - à - a
c) A - a - à
60. (FAAP) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: Ficaram frente ....... frente, ....... se olharem, pensando no que dizer uma ....... outra.
a) à, à, a d) à, a, a
b) a, à, a e) à, a, à
c) a, a, a
61. (FUVEST) "Daqui ..... vinte quilômetros, o viajante encontrará, logo ..... entrada do grande bosque, uma estátua que ..... séculos foi erigida em homenagem ..... deusa da floresta."
a) a - à - há - à d) a - à - à - à
b) há - a - à - a e) há - a - há - a
c) à - há - à - à
62. (FUVEST) Assinale a frase que pode ser completada por Há - a - à, nessa ordem:
a) ....... tempos não ....... via, mas sempre estive ....... espera de um encontro.
b) Aqui ....... beira do rio, ....... muitos anos, existiu ....... casa-grande do engenho.
c) Em resposta ....... essa solicitação, só posso dizer que não ....... vaga ........ disposição.
d) Fiz ver, ....... quem de direito, que não ....... possibilidades de atender ....... solicitação.
e) ....... esperança de obtermos, ....... custa de muito empenho, ....... vaga de servente.
63. (TFC) Marque o item que se completa de forma correta com a seqüência seguinte - há; à(s):
a) ..... algum tempo, a tecnologia revolucionária em áreas que vão da cirurgia plástica ..... armas nucleares.
b) O raio laser se revela ..... altura de um bisturi de alta precisão ..... anos.
c) ..... quem afirme que ..... áreas da medicina em que o uso do raio laser é imprescindível.
d) ..... A novidade surgiu na França onde o laser está sendo usado na restauração da Catedral de Amiens, recuperando vestígios das cores aplicadas ..... sete séculos.
e) Debaixo da fuligem que conferiu um tom acinzentalado ..... igreja, o laser revelou uma gama de dourados, azuis e vermelhos existentes ..... épocas da feitura de obras góticas.
(Adap. de Veja, 10/03/93)
64. (FUVEST) Na frase: "tende a satisfazer as exigências do mercado", substituindo-se satisfazer por satisfação, tem-se a forma correta:
a) tende à satisfação as exigências do mercado.
b) tende a satisfação das exigências do mercado.
c) tende a satisfação das exigências ao mercado.
d) tende a satisfação às exigências do mercado.
e) tende à satisfação das exigências do mercado.
65. (TRE-SP) Disposto ..... recomeçar, o auxiliar judiciário referiu-se ..... palavras de apoio que ouviu, ..... entrada do serviço.
a) à - as - a d) a - às - à
b) à - às - a e) a - as - à
c) a - as - a
66. (TRE-SP) Ele aprendeu ...... tempo que a obediência ...... leis dignifica o cidadão devotado ...... pátria.
a) há - as - a d) à - às - à
b) a - às - a e) há - às - à
c) há - as - à
67. (TRE-SP) Daqui ..... pouco, ele chegará ..... este Tribunal para encaminhar suas reclamações ..... quem de direito.
a) a - a - à d) a - a - a
b) à - à - à e) à - a - a
c) a - à - a
68. (TRE-SP) Isso se refere ..... fatos que ocorreram ..... muito tempo e, como tal, não vêm mais ..... lembrança de ninguém.
a) a - à - a d) à - há - à
b) a - há - à e) à - à - a
c) à - à - à
69. (TRE-MT) O uso do acento grave (indicativo de crase ou não) está incorreto em :
a) Primeiro vou à feira, depois é que vou trabalhar.
b) Às vezes não podemos fazer o que nos foi ordenado.
c) Não devemos fazer referências àqueles casos.
d) Sairemos às cinco da manhã.
e) Isto não seria útil à ela.
70. (TRE-MG) O acento grave, indicador de crase, está empregado incorretamente em:
a) Tal lei se aplica, necessariamente, à mulheres de índole violenta.
b) As novelas, às quais assisti, problematizam a questão da droga.
c) Entregou as chaves da loja àquele senhor que nos desacatou na praça.
d) O delegado disse ao prefeito e aos vereadores que estava à procura dos foragidos.
e) O bom atendimento às pessoas pobres deve ser prioridade da nova administração.
71. (TRE-RJ) "a tensão social poderia levar-nos a duas extremas posições." Das expressões que substituem a sublinhada na passagem acima, aquela cujo a pode ter o acento grave indicativo de crase é:
a) a mesma posição d) a qualquer posição
b) a certa posição e) a posições distintas
c) a alguma posição
72. (TRE-RO)
I - O povo da região vai votar à pé ou à cavalo;
II - Pedimos à V. Excelência que não se esqueça do povão, que não o elegeu à toa.
III - O cabo eleitoral dirigiu-se à ela e ensinou-lhe a copiar o nome.
IV - Permaneceram reunidos à noite, face a face, a conversar. A ocorrência de crase está corretamente indicada:
a) somente na I d) somente na IV
b) somente na II e) somente na II e na IV
c) somente na III
73. (TRE-MT) A única frase em que o a sublinhado deveria ser grafado com o acento grave indicativo de crase é:
a) Estou pronto a discutir o novo projeto.
b) Pelé fará uma viagem a Roma.
c) O presidente não fez alusão a qualquer ministro.
d) Vamos a sala vizinha, disse o ministro.
e) Preferiu morrer a entregar-se.
74. (TRE-RJ) O "a" (sublinhado) que deverá levar o acento grave indicativo de crase está na seguinte alternativa:
a) Eles entregam "pizza" a domicílio.
b) O menino não quis ir a casa dos tios.
c) A encomenda foi entregue a uma pessoa estranha.
d) As moças começaram a gritar logo no início do filme.
e) O fiscal não se referia a candidatas, mas a candidatos.
75. (TRE-MG) O uso da crase está incorreto em:
a) Chegaram a argumentar cara à cara que não aceitariam sugestões.
b) Já demos nossa contribuição à associação beneficente do bairro.
c) À custa de sacrifício, os estudantes conseguiram ser aprovados.
d) Transmita àqueles jovens nossa mensagem de esperança no futuro.
e) Esta construção é igual à que meu primo construiu na periferia.
76. (ETF-SP) Assinalar a alternativa em que está correto o uso da crase:
a) Tenho um carro à álcool e outro à gasolina.
b) Os turistas ficaram um bom tempo à contemplar a praia.
c) Escreva sempre à tinta, nunca a lápis.
d) Andávamos às escuras, à procura dos índios.
e) Aquela expedição esteve à andar pelas selvas durante muito tempo.
77. (ETF-SP) Assinalar a alternativa que completa corretamente as lacunas em: "..... duas horas estamos ..... espera de sermos apresentados ..... aquele escritor".
a) a, à, a d) a, há, a
b) há, à, a e) há, a, a
c) há, à, à
78. (TTN) Assinale o item que preenche corretamente as lacunas da frase:"Em virtude de investigações psicológicas ....... que me referi, nota-se crescente aceitação de que é preciso pôr termo ....... indulgência e ......... inação com que temos assistido ....... escalada da pornoviolência." (S. Pfrom)
a) à, a, à, a d) à, à, a, a
b) a, à, à, à e) a, à, a, à
c) a, a, a, à
79. (TTN) Marque a letra cuja seqüência preenche corretamente, pela ordem de aparecimento, as lacunas abaixo: O exame das propostas da reforma fiscal, ....... primeira abordagem, leva ....... conclusão de que ....... carga tributária continuará ....... incidir mais sobre salários e menos sobre lucros e grandes fortunas.
a) à - à - a - a d) a - à - a - a
b) à - a - à - a e) a - a - à - a
c) a - a - a - à
80. (AFTN) Assinale a frase na qual a palavra não deve receber o acento indicativo de crase:
a) Os apelos a internacionalização da Amazônia ganham contornos de avalanche.
b) Toda manhã a esta hora, depois de ler o jornal do dia, fico deprimida.
c) Aquela hora morta da madrugada todos estavam recolhidos ao leito.
d) Muitas das reivindicações dos sindicatos trabalhistas, são semelhantes as da classe patronal.
e) Os petroleiros apresentaram ao Ministro uma pauta de reivindicações igual a que haviam divulgado no ano anterior.

GABARITO CRASE

1 - B 18 - D 35 - D 52 - C 69 - E

2 - D 19 - D 36 - E 53 - B 70 - A

3 - A 20 - B 37 - A 54 - E 71 - A

4 - B 21 - E 38 - D 55 - A 72 - D

5 - B 22 - C 39 - E 56 - C 73 - D

6 - A 23 - B 40 - D 57 - B 74 - B

7 - A 24 - C 41 - D 58 - B 75 - A

8 - A 25 - B 42 - B 59 - E 76 - D

9 - E 26 - C 43 - C 60 - C 77 - C

10 - B 27 - D 44 - C 61 - A 78 - B

11 - D 28 - D 45 - C 62 - A 79 - A

12 - D 29 - C 46 - A 63 - A 80 - B

13 - B 30 - B 47 - D 64 - E

14 - C 31 - C 48 - E 65 - D

15 - C 32 - C 49 - A 66 - E

16 - A 33 - A 50 - E 67 - D

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Regência e Concordância e Colocação

GABARITO: 01 – A / 02 – C / 03 – C / 04 – D / 05 – A / 06 - B
Texto para as questões de 01 a 06
A Quinta História

Esta história poderia chamar-se “As Estátuas”. Outro nome possível é “O Assassinato”. E também “Como Matar Baratas”. Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.

A primeira, “Como Matar Baratas”, começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de-dentro delas. Assim fiz. Morreram.

A outra história é a primeira mesmo e chama-se “O Assassinato”. Começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me. Segue-se a receita. E então entra o assassinato. A verdade é que só em abstrato me havia queixado de baratas, que nem minhas eram: pertenciam ao andar térreo e escalavam os canos do edifício até o nosso lar. Só na hora de preparar a mistura é que elas se tornaram minhas também. Em nosso nome, então, comecei a medir e pesar ingredientes numa concentração um pouco mais intensa. Um vago rancor me tomara, um senso de ultraje. De dia as baratas eram invisíveis e ninguém acreditaria no mal secreto que roía casa tão tranqüila. Mas se elas, como os males secretos, dormiam de dia, ali estava eu a preparar-lhes o veneno da noite. Meticulosa, ardente, eu aviava o elixir da longa morte. Um medo excitado e meu próprio mal secreto me guiavam. Agora eu só queria gelidamente uma coisa: matar cada barata que existe. Baratas sobem pelos canos enquanto a gente, cansada, sonha. E eis que a receita estava pronta, tão branca. Como para baratas espertas como eu, espalhei habilmente o pó até que este mais parecia fazer parte da natureza. De minha cama, no silêncio do apartamento, eu as imaginava subindo uma a uma até a área de serviço onde o escuro dormia, só uma toalha alerta no varal. Acordei horas depois em sobressalto de atraso. Já era de madrugada. Atravessei a cozinha. No chão da área lá estavam elas, duras, grandes. Durante a noite eu matara. Em nosso nome, amanhecia. No morro um galo cantou.

A terceira história que ora se inicia é a das “Estátuas”. Começa dizendo que eu me queixara de baratas. Depois vem a mesma senhora. Vai indo até o ponto em que, de madrugada, acordo e ainda sonolenta atravesso a cozinha. Mais sonolenta que eu está a área na sua perspectiva de ladrilhos. E na escuridão da aurora, um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas. As baratas que haviam endurecido de dentro para fora. Algumas de barriga para cima. Outras no meio de um gesto que não se completaria jamais. Na boca de umas um pouco da comida branca. Sou a primeira testemunha do alvorecer em Pompéia. Sei como foi esta última noite, sei da orgia no escuro. Em algumas o gesso terá endurecido tão lentamente como num processo vital, e elas, com movimentos cada vez mais penosos, terão sofregamente intensificado as alegrias da noite, tentando fugir de dentro de si mesmas. Até que de pedra se tornam, em espanto de inocência, e com tal, tal olhar de censura magoada. Outras — subitamente assaltadas pelo próprio âmago, sem nem sequer ter tido a intuição de um molde interno que se petrificava! — essas de súbito se cristalizam, assim como a palavra é cortada da boca: eu te... Elas que, usando o nome de amor em vão, na noite de verão cantavam. Enquanto aquela ali, a de antena marrom suja de branco, terá adivinhado tarde demais que se mumificara exatamente por não ter sabido usar as coisas com a graça gratuita do em vão: “é que olhei demais para dentro de mim! é que olhei demais para dentro de...” — de minha fria altura de gente olho a derrocada de um mundo. Amanhece. Uma ou outra antena de barata morta freme seca à brisa. Da história anterior canta o galo.

A quarta narrativa inaugura nova era no lar. Começa como se sabe: queixei-me de baratas. Vai até o momento em que vejo os monumentos de gesso. Mortas, sim. Mas olho para os canos, por onde esta mesma noite renovar-se-á uma população lenta e viva em fila indiana. Eu iria então renovar todas as noites o açúcar letal? - como quem já não dorme sem a avidez de um rito. E todas as madrugadas me conduziria sonâmbula até o pavilhão? - no vício de ir ao encontro das estátuas que minha noite suada erguia. Estremeci de mau prazer à visão daquela vida dupla de feiticeira. E estremeci também ao aviso do gesso que seca: o vício de viver que rebentaria meu molde interno. Áspero instante de escolha entre dois caminhos que, pensava eu, se dizem “adeus”, e certa de que qualquer escolha seria a do sacrifício: eu ou minha alma. Escolhi. E hoje ostento secretamente no coração uma placa de virtude: “Esta casa foi dedetizada”.

A quinta história chama-se “Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia”. Começa assim: queixei-me de baratas...

(Clarice Lispecto, in A Felicidade Clandestina)
01. Na oração seguinte, “A primeira, “Como Matar Baratas”, começa assim: queixei-me de baratas”, a colocação pronominal só não se se justifica pelo mesmo proceso que o do seguinte item:
a) “Esta história poderia chamar-se “As Estátuas”.”
b) “ Deu-me a receita”
c) “Uma senhora ouviu-me a queixa.”
d) “e chama-se “O Assassinato”.

02. A concordância da frase: “Uma ou outra antena de barata morta freme seca à brisa.” Se justifica pela seguinte regra:
a) A conjunção alternativa ou só aceita uma única alternativa, portanto, há apenas um núcleo do sujeito a concordar com o verbo
b) No caso em questão, a copnjunção alternativa ou se refere a apenas um núcleo, portanto assim prevalece o verbo no singular.
c) A expressão “Um ou outro” solicita que se faça a concordância com o adjunto adnominal, que, no caso, é “antena”.
d) A expressão “uma ou outra” não é importante, sendo totalmente invalidada, portanto.
03. Na frase: Estremeci de mau prazer à visão daquela vida dupla de feiticeira. Temos a existência da crase por se tratar:
a) De uma expressão idiomática
b) Da contração entre o artigo feminino definido singular A e a preposição A , simplesmente
c) O nome prazer solicita a presença posterior da preposição A, enquanto que o nome visão , o do artigo A
d) N.D.A

04. Na oração: “... Elas que, usando o nome de amor em vão, na noite de verão cantavam”, o verbo cantar se encontra no plural porque:
a) São dois os núcleos do sujeito.
b) O sujeito foi mencionado no período anterior, sendo, portanto, um sujeito desinencial
c) É sujeito indeterminado
d) Concorda com o núcleo do sujeito

05. Releia a oração: “por onde esta mesma noite renovar-se-á uma população lenta e viva em fila indiana.” . Neste exemplo, o verbo renovar aceita a mesóclise por:
a) Estar conjugado no futuro do indicativo
b) A preposição por repele a pronome oblíquo átono
c) O pronome relativo onde repele o pronome oblíquo átono
d) N.D.A

06. O Seguinte período : “E na escuridão da aurora, um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas.” Poderia ser reescrito com o uso da crase – corretamente – no seguinte item:
a) E na escuridão da aurora, um arroxeado que distancia tudo, distingo à meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas.
b) E à escuridão da aurora, um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas.
c) E na escuridão da aurora, um arroxeado à distancia de tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas.
d) E na escuridão à aurora, um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas.

Regência e Crase

Gabarito: 01 – D / 02 – B / 03 – C / 04 – D / 05 – E / 06 – A / 07 – A / 08 – A / 09 – E / 10 - B


1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a norma culta da língua:
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.
b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana.
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros.
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade.
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido.

2. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos, regidos ou não de preposição, que completam corretamente as frase abaixo: Os navios negreiros, ....... donos eram traficantes, foram revistados. Ninguém conhecia o traficante ....... o fazendeiro negociava.
a) nos quais / que
b) cujos / com quem
c) que / cujo
d) de cujos / com quem
e) cujos / de quem

3. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe:
a) Não ..... amo mais. / O filho não ..... obedecia.
b) Espero-..... há anos. / Eu já ..... conheço bem.
c) Nós ..... queremos muito bem. / Nunca ..... perdoarei, João.
d) Ainda não ..... encontrei trabalhando, rapaz. / Desejou-..... felicidades.
e) Sempre ..... vejo no mesmo lugar. / Chamou-..... de tolo.

4. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição:
a) ávido / bom / inconseqüente
b) indigno / odioso / perito
c) leal / limpo / oneroso
d) orgulhoso / rico / sedento
e) oposto / pálido / sábio

5 (BB) Regência imprópria:
a) Não o via desde o ano passado.
b) Fomos à cidade pela manhã.
c) Informou ao cliente que o aviso chegara.
d) Respondeu à carta no mesmo dia.
e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago.

6. (UC-BA) Afeito ..... solidão, esquivava-se ..... comparecer ..... comemorações sociais.
a) à - a - a
b) à - à - a
c) à - a – à
d) a - à - a
e) a - a - à


7. (TTN) Preencha as lacunas da frase abaixo e assinale a alternativa correta:
"Comunicamos ..... Vossa Senhoria que encaminhamos ..... petição anexa ..... Divisão de Fiscalização que está apta ..... prestar ..... informações solicitadas."
a) a, a, à, a, as
b) à, a, à, a, às
c) a, à, a, à, as
d) à, à, a, à, às
e) à, a, à, à, as

8. (UF-RS) Somente ..... longo prazo será possível ajustar-se esse mecanismo ..... finalidade ..... que se destina.
a) a - à - a
b) à - a - à
c) à - à - à
d) à - a - a
e) à - à - a

9. (UF-RS) Entregue a carta ..... homem ..... que você se referiu ..... tempos.
a) aquele - à - á
b) àquele - à - há
c) aquele - a - a
d) àquele - à – à
e) àquele - a - há

10. (BB) Há crase:
a) Responda a todas as perguntas.
b) Avise a moça que chegou a encomenda.
c) Volte sempre a esta casa.
d) Dirija-se a qualquer caixa.
e) Entregue o pedido a alguém na portaria.

Classes de Palavras Invariáveis

Gabarito: 01 - E / 02 – D / 03 – E/ 04- B/ 05 – B / 06 – C / 07 – D / 08 – A / 09 – B / 10 – B


1. (U-BRASÍLIA) Assinale o item que só contenha prposições:
a) durante, entre, sobre d) em, caso, após
b) com, sob, depois e) após, sobre, acima
c) para, atrás, por

2. (EPCAR) Aponte a alternativa em que a palavra em negrito é conjunção explicativa:
a) Como estivesse cansado, não foi trabalhar.
b) Assim que fores ao Rio, não te esqueças de avisar-me.
c) Retirou-se antes, já que assim o quis.
d) Não se aborreça, que estamos aqui para ouvi-lo.
e) Não compareceu, porque não foi avisado.

3. (UC-MG) Em "Orai porque não entreis em tentação", o valor da conjunção do período é de:
a) causa d) explicação
b) condição e) finalidade
c) conformidade

4. (UE PONTA GROSSA-PR) As formas que traduzem vivamente os sentimentos súbitos, espontâneos e instintivos dos falantes são denominados:
a) conjunções d) locuções
b) interjeições e) coordenações
c) preposições

5. (UNB-DF) Assinale a frase em que "meio" funciona como advérbio:
a) Só quero meio quilo. d) Parou no meio da rua.
b) Achei-o meio triste. e) Comprou um metro e meio.
c) Descobri o meio de acertar.

6. (FECAP) Classifique as palavras como nas construções seguintes, numerando, convenientemente, os parênteses:
1) preposição
2) conj. subord. causal
3) conj. subord. conformativa
4) conj. coord. aditiva
5) adv. interrogativo de modo
( ) Perguntamos como chegaste aqui.
( ) Percorrera as salas como eu mandara.
( ) Tinha-o como amigo.
( ) Como estivesse frio, fiquei em casa.
( ) Tanto ele como o irmão são meus amigos.
a) 2 - 4 - 5 - 3 – 1 d) 3 - 1 - 2 - 4 - 5
b) 4 - 5 - 3 - 1 – 2 e) 1 - 2 - 4 - 5 - 3
c) 5 - 3 - 1 - 2 - 4

Textos para as questões 07 a 09

1 - Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
2 - Soneto do Amor Total
Vinicius de Moraes
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


7. Apresenta incorreta análise da conjunção ou da locução conjuntiva no seguinte item:
a) “E em seu louvor hei de espalhar meu canto” – coordenativa aditiva
b) “quando mais tarde me procure” – coordenativa temporal
c) “Mas que seja infinito enquanto dure” – coordenativa adversativa
d) “Amo-te como um bicho, simplesmente” – coordenativa comparativa

8. Está incorreta a classificação adverbial do seguinte item:
a)” De tudo ao meu amor serei atento / Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto” – locução adverbial de causa
b) “Que não seja imortal” – advérbio de negação
c) “Amo-te tanto, meu amor... não cante” – advérbio de intensidade
d) “E de te amar assim, muito e amiúde” – advérbios de modo

9. Não é preposição ou locução prepositiva o termo sublinhado destacado do item:
a) “Que mesmo em face do maior encanto”
b) “E assim, quando mais tarde me procure”
c) “O humano coração com mais verdade...”
d) “Amo-te afim, de um calmo amor prestante”

10. Das expressões abaixo, está errônea a classificação da interjeição no item:
a) Nossa! Como esta prova está fácil! > admiração
b) Arre! Esta avaliação está bem pequena! > alegria
c) A prova, Gleylson?!... Xi... eu as esquecera completamente! > desculpas
d) Mãe eterna do céu! Proteja esses alunos na hora desta prova! > invocação

domingo, 9 de novembro de 2008

Jardim Selvagem , de Lygioa FAgundes Telles

O jardim selvagem (Conto da obra Antes do baile verde), de Lygia Fagundes Telles

Este conto está inserido na obra Antes do baile verde, de Lygia Fagundes Telles.



Neste conto os acontecimentos da abrangem cerca de três meses e meio a quatro meses, do casamento de Ed e Daniela até o desfecho.



Em O Jardim Selvagem, de 1965, a personagem que atua como narrador é uma criança, e será sob o seu ponto de vista que o leitor verá os temas adultos – a relação matrimonial, o preconceito, a morte – serem analisados.



O título do conto apresenta uma expressão interessante e ambígua. Um jardim geralmente é um ambiente doméstico, formado por uma coleção de plantas cultivadas e, portanto, conhecidas. Em uma análise inicial, não é um espaço que desencadeie grandes emoções ou que desperte surpresas. Supõe-se que as eventuais surpresas que poderiam surgir num jardim – o nascimento de uma planta indesejada ou o aparecimento de pragas, como formigas ou lagartas – devam ser controladas pela presença assídua de um jardineiro atento.



Por outro lado, um ambiente selvagem pode ser agreste, ermo, bravio, sem civilização. De qualquer forma, o adjetivo traz a idéia de algo que ainda não foi domado, domesticado, ou que é difícil de o ser. Assim, provavelmente, um jardim selvagem deve encerrar uma mescla desses dois conceitos – talvez designe um ambiente que possui elementos conhecidos, mas que, ao mesmo tempo, pode conter mistérios e perigos inimagináveis.



Na primeira linha da narrativa, Ed, uma das personagens, refere-se a outra, Daniela, comparando-a a “um jardim selvagem”. Ainda não se tem nenhuma informação sobre as personagens, mas, com o uso dessa expressão para designar Daniela, a primeira “isca” foi lançada ao leitor. A intenção do narrador, provavelmente, foi conferir uma aura de mistério à personagem feminina e, com isso, despertar a curiosidade de quem está lendo, fazendo com que se engaje no pacto ficcional.



A visita de Ed à Pombinha dá início à narrativa. O leitor só fica sabendo o motivo dessa visita – a comunicação do casamento – posteriormente, bem como o tipo de relação entre as personagens mencionadas nesse primeiro momento (Ed, Daniela, Pombinha e a menina, até então sem nome). Ao adotar a estratégia de principiar o conto utilizando o discurso direto – ou seja, com a fala de uma das personagens – o narrador, aparentemente, tem a intenção de inserir o leitor no centro da ação, proporcionando-lhe uma impressão de simultaneidade e de presentividade.



Nas duas frases que emite, Ed emprega um discurso avaliativo em relação a outra personagem, Daniela. Para ele, Daniela é “como um jardim selvagem” (p. 67), expressão que dá título ao conto, conforme já comentado. Essa atitude apreciativa de Ed – instrumento de elaboração da subjetividade da personagem –, não fornece ao leitor, entretanto, elementos para inferir sobre a personalidade ou qualquer característica de Daniela. Assim, provavelmente, o efeito que se buscou conseguir foi o de despertar a curiosidade do leitor, de prender-lhe a atenção. Após o comentário feito por Ed, há um trecho narrativizado, no qual é introduzida outra personagem, Tia Pombinha, a interlocutora de Ed. É também nesse momento que se torna possível reconhecer, por meio dos pronomes e dos verbos em primeira pessoa, que são empregados, que a história terá um narrador do tipo autodiegético: “Passei a mão na tampa da caixa (...)”, “eu já sabia”, “Foi o que lhe perguntei”, “Ele me olhou” (p. 67) e, ainda, “eu disse”, “aproveitei a entrada de Tia Pombinha”, “eu já tinha visto” (p. 68).



Ainda nessa primeira parte do conto, a visita de Ed à Pombinha, é empregado o discurso iterativo para demonstrar situações que sempre se repetem – “Era a segunda ou terceira vez que a presenteava com uma caixa igual...” (p. 67), “A tal caixa estava mesmo fechada, tão cedo não seria aberta” (p. 68), “E o licor de cacau era tão ruim que eu já tinha visto uma visita guardá-lo na boca para depois cuspir” (p. 68). Em contraste com a monotonia das atitudes já presenciadas pela menina, e, por isso, enfadonhas, existe a novidade, simbolizada pela informação que Ed disponibiliza sobre Daniela. A expressão desconhecida, utilizada pelo tio, aguça a curiosidade da criança, personagem e narradora: “Mas, e um jardim selvagem? O que era um jardim selvagem?” (p. 67). Provavelmente, o narrador procura, dessa maneira, desencadear dois efeitos no leitor: instigar sua curiosidade, mais uma vez, e, além disso, proporcionar uma certa identificação com a menina, que, nesse momento, também está curiosa. Se conseguir alcançar esses (supostos) objetivos, o desvendar do mistério poderá ser um ato realizado simultaneamente pelos dois, ou seja, pelo leitor e pela personagem.



A segunda parte do conto inicia-se com uma locução adverbial – “mais tarde” (p. 68), e consiste no diálogo entre Ducha e Pombinha.



A conversa ocorre no quarto de Ducha, no momento em que a menina se prepara para dormir. Com relação à velocidade da narrativa – relação entre a duração da história e a extensão do texto –, esta é a parte mais lenta. Apesar de podermos supor que a duração do diálogo, na diegese, deve ter sido de alguns minutos ou, no máximo, de uma ou duas horas, este é o trecho de dimensão máxima, com cerca de três páginas. É no transcorrer dessa conversa que o leitor recebe a maioria das informações a respeito das personagens. Por meio da cena em que se desenvolve o diálogo, fica-se sabendo que Ed e Daniela se casaram, “há mais de uma semana” (p. 68). Se, por um lado, essa breve analepse esclarece a relação existente entre Ed e Daniela, bem como o motivo que o levou a visitar Pombinha, por outro, entretanto, lança um novo componente para manter um clima de suspense na história: por que Ed não convidou a família para o casamento? Pombinha conta para Ducha que sonhara com Ed, “ainda na noite passada” (p. 68) e que ficara nervosa por “ter sonhado com dentes nessa mesma noite” (p. 68). E Pombinha completa: “Você sabe, não é nada bom sonhar com dentes” (p. 68). Dessa maneira, o trecho desempenha uma função de índice de antecipação de desfecho – o mau pressentimento de Pombinha em relação a Ed exerce o papel de uma prolepse. Entretanto, o comentário do narrador, empregando o discurso iterativo, “Os sonhos de tia Pombinha eram todos horríveis” (p. 68), aparentemente tenta desacreditar a antecipação – o narrador parece querer confundir o leitor, fazê-lo acreditar que a prolepse é uma pista falsa. Também a ironia do narrador – ao dizer que “tratar deles” (dos dentes) “é pior ainda” (p. 68), assemelha-se a um descrédito à opinião de Pombinha. Ainda durante o diálogo, Pombinha faz referências ao passado, lembra-se de Ed quando menino. São dois trechos de analepse externa, inseridos na narrativa, por meio da utilização das recordações de Pombinha. No primeiro, o leitor recebe a informação, pelo pronome possessivo empregado, que Ed e Pombinha são irmãos: “Fui a mãezinha dele quando a nossa mãe morreu” (p. 68).



O segundo segmento, fornece dados a respeito da personalidade de Ed e permite, ao narrador e, conseqüentemente, ao leitor – estabelecer uma relação dialética com o presente da narrativa. “Ele me abraçou e me olhou do mesmo jeito que me olhou agora, querendo confessar que estava com medo. Mas sem coragem de confessar” (p. 69).



Pombinha é apenas uma personagem e, portanto, tem um conhecimento limitado da situação. Entretanto, o sonho que teve, o olhar do irmão, a falta de informações sobre a nova cunhada, “E que moça é essa, Cristo-Rei? Ninguém sabe quem ela é...” (p. 68), levam-na a sentir-se apreensiva e a conjeturar sobre o verdadeiro estado de espírito do irmão. As incertezas da personagem a respeito de Ed são demonstradas pela utilização do discurso modalizante: “Ele parece feliz”, “Era como se quisesse me dizer qualquer coisa e não tivesse coragem”, “Tive a impressão de que estava com medo” (p. 68), “foi como se eu estivesse vendo Ed menino outra vez” (p. 69). O narrador, Ducha, novamente parece querer desacreditar Pombinha perante o leitor. Logo após a analepse que trata do medo que Ed sentia do escuro, quando criança, toma-se conhecimento do que Ducha pensa a respeito da situação, por meio do uso da focalização interna: “Quando minha tia anunciava uma história importante, na certa vinha alguma bobagem sem importância nenhuma.



De resto, tia Pombinha tinha a mania de ver mistério em tudo (...) Não passava um dia sem falar nos tais pressentimentos” (p. 69). O narrador-personagem emprega o discurso avaliativo para expressar sua opinião sobre o que é importante para a tia, e o discurso iterativo para caracterizar os sentimentos de Pombinha em relação ao casamento do irmão, não como algo único, mas sim como um comportamento freqüente da tia, a respeito de qualquer assunto. A seguir, Pombinha dá outros informes a respeito de Daniela, fatos que lhe foram relatados pela cozinheira do casal, enquanto Ducha estava na escola. Além dos gastos excessivos do casal, a empregada relata que “quando estiveram na chácara, nesse último fim de semana, ela” (Daniela) “tomou banho nua debaixo da cascata” (p. 69). O narrador continua a depreciar as preocupações da tia. E, novamente, por meio da focalização interna e do discurso avaliativo, toma-se conhecimento da opinião de Ducha sobre o assunto, aparentemente definitiva: “Tia Pombinha estava era mesmo com ciúme, (...), eu mesma já tinha lido um caso parecido numa revista. Sabia até o nome do complexo, era um complexo de irmão com irmã.” (p. 70). Apesar do menosprezo demonstrado por Ducha, que boceja, dá de ombros, Pombinha continua a falar a respeito de Daniela: “Diz que anda sempre com uma luva na mão direita, não tira nunca a luva dessa mão, nem dentro de casa” (p. 70). Não é mencionado pelo narrador quem contou o fato para Pombinha. Mas, fica explícito, por meio dos advérbios de tempo empregados, que o uso da luva é freqüente e específico – sempre na mesma e única mão, a direita. Ao ouvir isso, Ducha senta-se na cama: “Esse pedaço me interessava” (p. 70). Por que tal informação aguça a curiosidade da menina? Pode ser considerado algo assim tão excêntrico? A seguir, as observações de tia e sobrinha sobre o fato singular:



– Já amanhece com ela. Diz que teve um acidente com essa mão, deve ter ficado algum defeito... – Mas por que não quer que vejam? – Eu é que sei? Como Ed nem tocou nisso, fiquei sem jeito de perguntar, essas coisas não se perguntam. (...) Tia Pombinha ficou falando algum tempo ainda sobre a bondade do irmão, mas eu só pensava naquela nova tia que tomava banho pelada debaixo da cascata. E não tirava a luva da mão direita. (Telles, 1982, p. 70)



Aparentemente, a função da segunda parte do conto é fornecer detalhes a respeito das personagens principais. O narrador utiliza a seguinte estratégia para alcançar esse objetivo: Ed é focalizado por Pombinha, que o descreve como “o meu querido Ed” (p. 68), “sempre foi muito discreto, não é de se abrir com a gente, ele esconde” (p. 69), “deve dar um marido exemplar, desde criança foi muito bonzinho (...) Uma verdadeira pérola...” (p. 70), e afirma ainda que “Ed não é tão rico quanto se pensa” (p. 70). Deve-se levar em consideração que Pombinha e Ed são irmãos. Assim, as informações veiculadas por ela a respeito da personagem masculina contêm um alto grau de afetividade.



Daniela, por sua vez, é focalizada por Ed, que além de compará-la a um jardim selvagem, diz a Pombinha que a esposa é “lindíssima” (p. 69), “mas não é tão jovem assim, parece que tem a idade dele, uns trinta e poucos anos...” (p. 69).



O narrador menciona, ainda, as impressões da cozinheira, empregada de Ed, que conta a Pombinha que Daniela “se veste nos melhores costureiros, só usa perfume francês, toca piano...” (p. 69), e, ainda, que no último final de semana, “tomou banho nua debaixo da cascata” (p. 69). Quem faz a focalização de tia Pombinha é o próprio narrador-personagem. A menina a considera “sovina” (p. 68), não lhe dá muita atenção e até a trata com ironia, como já foi comentado. É realizada, ainda, a caracterização externa de Pombinha: ela choraminga, “fazendo bico” (p. 68), triste porque o irmão não a convidou para o casamento; franze a testa e “seus olhinhos redondos ficaram ainda mais redondos” (p. 69), intrigada, por não conseguir adivinhar que motivo poderia provocar medo em Ed; e ainda, há a descrição das mãos de Pombinha, cujo aspecto aflige Ducha:



Ela abriu nos joelhos as mãos ossudas, de unhas onduladas, cortadas rente. Passei a língua na palma das minhas mãos para umedecê-las. Sempre que olhava para as mãos dela, assim secas como se tivessem lidado com giz, precisava molhar as minhas. (Telles, 1982, p. 70)



As opiniões emitidas por Pombinha a respeito de Ed, por Ed a respeito de Daniela e por Ducha a respeito de Pombinha, são discursos subjetivos, com caráter avaliativo, impregnados das emoções decorrentes das relações afetivas estabelecidas entre essas personagens. Serão informações confiáveis, verdadeiras? Quais as lacunas a serem preenchidas? O que poderá vir a acontecer? Com os elementos fornecidos e por intermédio das focalizações de diferentes personagens, o jogo armado pelo narrador convida o leitor a formular hipóteses sobre o desenrolar da trama. Dessa forma, o leitor acompanha a narrativa com uma sensação de que algo pode acontecer a qualquer momento, o diálogo entre Ducha e tia Pombinha, os pressentimentos desta última, o mistério que envolve Daniela, são estratégias do narrador para gerar este efeito no leitor. Mas, talvez o principal seja o fato do narrador selecionar os componentes mais importantes, direcionar o olhar do leitor para eles: a expressão “Lembrei-me então do que ele dissera: Daniela é como um jardim selvagem” (p. 69), o banho na cascata, “Nua?” (p. 69) e, principalmente, o fato de Daniela nunca tirar “a luva da mão direita” (p. 70).



Entretanto, aparentemente, a situação se altera, na terceira parte do conto. “Numa manhã de sábado” (p. 70), Daniela faz uma visita a Tia Pombinha, enquanto Ducha está na escola. Pombinha fica emocionada, encantada com a cunhada – esquece os pressentimentos anteriores, derruba qualquer barreira que pudesse existir com relação ao casamento do irmão.



Por meio da focalização de Pombinha, o leitor fica sabendo que Daniela é “encantadora” (p. 70), “Tão natural, tão simples e ao mesmo tempo, tão elegante, tão bem cuidada... Foi tão carinhosa comigo!” (p. 70-71), “Um amor de moça!” (p. 71). O discurso avaliativo empregado pela personagem, a quem o narrador cede a voz, nesse momento, demonstra a ótima impressão causada por Daniela. As desconfianças que haviam surgido anteriormente são, agora, deixadas de lado. O único detalhe que ainda provoca estranhamento é o uso da luva naquela única mão – o que leva Pombinha a comentar: “Podia fazer uma plástica... Enfim, deve ter motivos” (p. 71). Pela utilização de um 48 discurso modalizante, Pombinha supõe que alguma razão justifica o uso da luva por Daniela. Entretanto, devido ao conhecimento limitado que possui, por ser apenas uma personagem, não imagina qual possa ser o motivo, nem faz conjeturas a esse respeito. Sente-se tão cativada por Daniela, que isso deixa de ter importância. Como conclui o narrador: “então tudo tinha mudado” (p. 71).



“No mês seguinte” (p. 71) é o marco temporal que dá início à quarta parte da narrativa, na qual se dá a cena entre Ducha e a cozinheira de Ed, que acaba de sair do emprego. O narrador chama a atenção para a importância da conversa, que faz com que Ducha até esqueça “os zeros sucessivos que tivera em Matemática” (p. 71). A mulher relata uma situação que presenciou, na qual Daniela dá um tiro em um cachorro da chácara, Kleber, que estava doente:



Encostou o revólver na orelha e pum! matou assim como se fosse uma brincadeira... Não era para ninguém ver, nem o seu tio, que estava na cidade. Mas eu vi com estes olhos que a terra há de comer, ela pegou o revólver com aquela mão enluvada e atirou no pobrezinho, morreu ali mesmo, sem um gemido... (Telles, 1982, p. 71)



Daniela justifica o ato dizendo que “o Kleber estava sofrendo muito, que a morte para ele era um descanso” (p. 72). Usa a música como metáfora para a vida: “A doença sem remédio era o desafino, o melhor era acabar com o instrumento para não tocar mais desafinado” (p. 72). Novamente, o narrador conduz a atenção do leitor para determinados aspectos do diálogo, desta vez, por meio de perguntas que faz à cozinheira. “Disse isso?” (p. 72), com relação a Daniela afirmar que a morte era um descanso para Kleber; “Mas ela gostava dele?” (p. 72), como para frisar que, apesar da mulher gostar do cachorro, mesmo assim o matara, colocando a razão acima da emoção. A cozinheira relata, ainda, que “Uma noite a mesa do jantar virou inteira” (p. 72). Apesar de Ed ter assumido a responsabilidade pelo acontecido, na opinião da empregada, quem jogou tudo ao chão foi Daniela, provavelmente num acesso de fúria. Mais uma vez o narrador questiona, aparentemente para enfatizar certos aspectos que julga importantes para o desfecho: “Por quê? Por que fez isso?” (p. 72), o que permite que a cozinheira afirme “Quando fica brava... A gente tem vontade até de entrar num buraco. O olho dela, o azul, muda de cor” (p. 72). E, finalizando o interrogatório, Ducha pergunta “Não tira a luva, nunca?” (p. 72), o que é confirmado pela mulher.



Devido à utilização do modo dramático, é passada ao leitor a impressão de que a história está se contando sozinha. O leitor quase que desempenha o papel de uma personagem, escondida atrás da porta da cozinha para ouvir a conversa entre Ducha e a cozinheira.



E acaba sendo a única “testemunha” – apenas o leitor fica sabendo o que Daniela fez com o cachorro, pois nem Conceição, nem Tia Pombinha presenciam o diálogo.



Entretanto, o narrador faz com que se perceba a importância do episódio ao concluir: “Quando tia Pombinha chegou, a mulher já estava se despedindo, o que foi uma sorte” (p. 72).



“Dois meses depois” tem início a quinta parte da narrativa, Daniela telefona para avisar que Ed está muito doente. Ducha leva “o maior susto do mundo” (p. 72) ao saber disso. Pergunta a Pombinha sobre o comportamento de Daniela, ao que a tia responde que ela “tem sido dedicadíssima, não sai de perto dele um só minuto” (p. 73). O médico disse a Pombinha “que nunca encontrou criatura tão eficiente, tão amorosa, tem sido uma enfermeira e tanto” (p. 73). Com o emprego do adjetivo em grau superlativo absoluto sintético e dos advérbios de tempo e de intensidade, o narrador enfatiza a dedicação de Daniela.



A seguir, ocorre o desfecho do conto. Conceição dá a notícia a Ducha que Ed “tinha se matado com um tiro” (p. 73), o que a deixa assustada. “Mas aquele primeiro susto que levara quando me disseram que estava doente, fora um susto maior ainda” (p. 73). Ducha faz duas perguntas, ao saber da morte do tio: “Um tiro no ouvido?” (p. 73) e “Mas por que ele fez isso, Conceição?” (p. 73). A empregada não sabe responder a nenhuma das duas questões. Ninguém sabe porque Ed se matou – “Não deixou carta, nada, ninguém sabe! Vai ver que foi por causa da doença, não é mesmo? Você também não acha que foi por causa da doença?” (p. 73) – e Ducha concorda, “Acho (...) Pensava agora em tia Daniela metida num vestido preto. E de luva também preta, como não podia deixar de ser” (p. 73). O narrador estabelece uma analogia entre a morte do cachorro e a de Ed. A menina não falou “com ninguém” (p. 72) sobre a morte de Kleber. Assim, somente ela “sabe” o que realmente aconteceu. Entretanto, Ducha não presenciou nenhum dos fatos da história – apenas escuta comentários e diálogos, e vai tirando conclusões.



O Jardim Selvagem permite mais de uma leitura. Pode-se aderir à perspectiva de Ducha, que é uma “testemunha” dos fatos, apesar de não presenciá-los, e, ao juntar as peças desse quebra-cabeça, concluir-se-á que Daniela assassinou o marido. Pode-se, inclusive, inferir que a utilização da luva na mão direita já era algo premeditado, não haveria nenhuma lesão no membro, com o objetivo de evitar que as impressões digitais de Daniela fossem identificadas na arma do crime. Ela teria se casado com Ed, um homem rico, já com a intenção de matá-lo.



Entretanto, o único fato “verdadeiro” é que Daniela matou o cachorro, o que também pode ser encarado como um ato de bondade, com a finalidade de aliviar o sofrimento de um animal que não teria condições de se curar. Este acontecimento não teria nenhuma ligação com a morte de Ed. O mistério existiria apenas para os olhos de Ducha (ela estaria se tornando parecida com tia Pombinha que “tinha a mania de ver mistério em tudo” – p. 69). Daniela também pode ter praticado uma eutanásia em Ed, por gostar dele, e querer abreviar seu sofrimento – como fez com Kleber, que, de acordo com a cozinheira, teve uma morte rápida, sem dor aparente, “morreu ali mesmo, sem um gemido...” (p. 71). De qualquer forma, é interessante a estratégia utilizada pela autora, ao optar pelo emprego de uma criança como personagem e narradora, pela ambigüidade que isso provoca à narrativa. Ducha é esperta, irônica, curiosa – como a maioria das crianças.



Vive num ambiente de adultos e, de certa forma, até é considerada como adulta pela tia Pombinha. Em meio à rotina de casa-e-escola, vai colecionando dados sobre a nova tia misteriosa, que, aparentemente, nem chega a conhecer, e tecendo uma trama em que tudo se encaixa. A menina enxerga além dos fatos, consegue captar elementos que os adultos não percebem. Entretanto, não revela suas conclusões a ninguém – e nem poderia, é apenas uma criança, a quem, provavelmente ninguém daria crédito – afinal, a imaginação é outra característica própria das crianças.



Assim, como Ducha é a narradora, ela deixa de ser confiável duplamente, pois, devemos sempre desconfiar de um narrador autodiegético e, porque toda a história narrada pode ser apenas fruto de sua imaginação.



Fonte: Biblioteca Digital da UNESP

Fonte: http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/o/o_jardim_selvagem_conto_lygia

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

TD de Revisão

Fonte: minigramática, de Ernani Terra

Exercícios da Minigramática

1. (FUVEST-SP – 2ª fase) "A Polícia Federal investiga os suspeitos de terem ajudado na fuga para o Paraguai e a Argentina. A polícia desses países não puderam prendê-los porque o governo brasileiro não fez o pedido formal de captura." (Adap. de O Estado de S.Paulo, 22/8/93.)

a) No 2º período, há uma infração às normas de concordância. Reescreva de maneira correta.

b) Indique a causa provável dessa infração.

2. (FUVEST-SP – 2ª fase) "Uma forte massa de ar polar veio junto com a frente fria e causou acentuada queda da temperatura. As lavouras de trigo da Região Sul foram danificadas. Isso, associado ao longo período com registro de pouca chuva, deve reduzir o potencial produtivo da cultura" (Adap. de O Estado de S.Paulo, 4883, Suplemento Agrícola.)

Reescreva o texto acima, reunindo em um só, composto por subordinação, os três períodos que o compõem, mantendo as relações lógicas existentes entre eles e fazendo as adaptações necessárias.

3. (ACAFE-SC) Na frase "No restaurante, onde entrei arrastando os cascos como um dromedário, resolvi-me ver livre das galochas", existem:

a) 2 ditongos, sendo 1 crescente e 1 decrescente

b) 3 ditongos, sendo 2 crescentes e 1 decrescente

c) 3 ditongos, sendo 1 crescente e 2 decrescentes

d) 4 ditongos, sendo 2 crescentes e 2 decrescentes

e) 4 ditongos, sendo 3 crescentes e 1 decrescente

4. (UM-SP) Na oração: "Em sua vida, nunca teve muito......, apresentava-se sempre .... no..... de tarefas...... "; as palavras adequadas para o preenchimento das lacunas são:

a) censo, lasso, cumprimento, eminentes

b) senso, laço, comprimento, iminentes

c) senso, lasso, cumprimento, iminentes

d) senso, lasso, cumprimento, eminentes

e) censo, lasso, comprimento, iminentes

As questões 5 e 6 referem-se ao texto seguinte. Leia-o atentamente antes de respondê-las.

"- Muito bom dia, senhora,

Que nessa janela está;

sabe dizer se é possível

algum trabalho encontrar?"

(João Cabral de Melo Neto)

5. (UM-SP) No primeiro verso, senhora vem entre vírgulas

porque o termo é:

a) um aposto

b) um sujeito deslocado

c) um vocativo

d) um predicativo

e) um sujeito simples

6. (UM-SP) No verso Que nessa janela está, o verbo é:

a) transitivo direto

b) de ligação

c) transitivo indireto

d) transobjetivo

e) intransitivo

7. (FUVEST-SP) No texto seguinte há palavras em que se omitiu o acento gráfico. Destaque duas delas e justifique a acentuação.

“As pessoas presentes na assembleia receberam vários itens

do programa e a incumbencia de analisa-los e difundi-los junto aos órgãos públicos."

8. (UNICAM-SP/94) Leia atentamente os textos seguintes.

I. Estes são alguns dos equipamentos que a reserva de mercado não permitia a entrada no país sem a autorização do DEPIN. (Folha de S.Paulo, 18/10/92.)

II. Fazer pesquisa insinuando que 64% dos brasileiros acham que existe corrupção no governo Itamar não é um ato inteligente de um jornal de que todos gostamos e que é dever de nós brasileiros lutar pela conservação de sua isenção." (Adap. de Ewerton Almeida, vice-líder do PMDB da Bahia, Folha de S. Paulo, 8/6/93, Painel do Leitor.)

Reescreva os trechos acima, introduzindo as seqüências "cuja entrada" e "cuja isenção", respectivamente. (Faça apenas as alterações necessárias, decorrentes da nova estrutura das frases.)

9. (UM-SP/94)

Ó tu

Que és presidente

Do Conselho Municipal

Se é que tens mulher e filhos,

Manda tapar os buracos da

Rua dos Junquilhos.

(Artur Azevedo)

A palavra que aparece duas vezes no texto com a seguinte classificação morfológica, respectivamente:

a) pronome relativo, partícula expletiva

b) partícula expletiva, pronome relativo

c) pronome relativo, conjunção integrante

d) conjunção integrante, pronome relativo

e) partícula expletiva, conjunção integrante

10. (FUVEST-SP – 2º fase) "Não tenho dúvidas de que a reportagem esteja à procura da verdade, mas é preciso ressalvar de que a história não pode ser escrita com base exclusivamente em documentos de polícia política.” (O Estado de S. Paulo, 30/8/93.)

Das duas ocorrências de “de que”, no excerto acima, uma está correta e a outra não.

a) Justifique a correta.

b) Corrija a incorreta, dizendo por quê.

11. (UNICAMP-SP) A história transcrita a seguir contrasta

dois mundos, dois estados de coisas: o dia-a-dia cansativo do

carregador e a situação imaginária em que ele se torna presidente da República.

Dois carregadores estão conversando e um diz: "Se eu fosse

Presidente da República, eu só acordava lá pelo meio-dia, depois ia almoçar lá pelas três, quatro horas. Só então é que eu ia fazer o primeiro carreto."

O carregador não consegue passar para o mundo imaginário, e acaba misturando-o de maneira surpreendente com o mundo real.

Qual é a construção gramatical usada nessa história para dar

acesso ao mundo das fantasias do carregador?

12. (FUVEST-SP – 2ª fase) "A princesa Diana ja passou por

poucas e boas. Tipo quando seu ex-marido Charles teve um love affair com lady Camille revelado para Deus e o mundo." (Folha de S. Paulo, 5/11/93.)

No texto acima, há expressões que fogem ao padrão culto da

língua escrita.

a) Identifique-as.

b) Reescreva-as conforme o padrão culto.

13. (UNICAMP-SP) Lendo a seguinte notícia, você poderá observar que, além de constar da manchete, o verbo cobrar ocorre duas vezes no texto.

Defensor cobra investigações no DSP

O defensor publico E.C.K. da 9ª Vara Criminal levou ao juiz das execuções penais, petição cobrando investigação sobre as denúncias de corrupção envolvendo agentes penitenciários. Um grupo de presos da Delega-cia Especializada de Roubos e Furtos denunciou que agentes do Departamento do Sistema Penitenciário estariam cobrando CR$5.000,00 por uma vaga nos presídios da Capital. O diretor do DSP, P. Vinholi, disse que ainda não está apurando as denúncias porque considera "impossível" ocorrer tal tipo de transação. (Diário da Serra, Campo Grande, 26 e 27/9/93)

a) Transcreva os dois trechos em que ocorre aquele verbo,

na mesma ordem.

b) Reescreva as duas sentenças usando sinônimos de cobrar.

14. (FATEC-SP)

"Vozes veladas, veludosas vozes.

Volúpias dos violões, vozes veladas.

Vagam nos velhos vórtices velozes.

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas."

Indique o recurso literário evidente no trecho de "Violões que choram", poema de Cruz e Sousa.

15. (UNESP-SP) Emprega-se o termo solecismo para indicar o uso errado da concordância, regência ou colocação. Aponte a única alternativa em que tal erro não ocorre.

a) Faz cinco anos completos que não visito o Rio.

b) Devem haver explicações satisfatórias para este fato.

c) Haviam vários objetos espalhados sobre a mesa.

d) Se lhe amas, deves declarar-te depressa.

e) Fazem já vinte minutos que começaste a prova.

16. (UNICAMP-SP) "A linguagem e figura do entendimento (...). Os bons falam virtudes e os maliciosos, maldades (...). Sabem falar os que entendem as coisas: porque das coisas nascem as palavras e não das palavras as coisas.”

O trecho acima, extraído da primeira gramática da lín-gua portuguesa (Fernão de Oliveira, 1536), tinha, na primeira edição dessa obra, a seguinte ortografia:

"A linguagem e figura do entendimento (...). Os bos falão virtudes e os maliciosos maldades (...). Sabe (~) falar os q(~) etede (~~~) as cousas: porq(~) das cousas nasce(~) as palauras e não das palauras as cousas.”

A ortografia do português já foi, portanto, bem diferente da atual, e houve momentos em que as pessoas que escreviam, gozavam de relativa liberdade na escolas das letras. Hoje em dia, a forma escrita da língua é regida por convenções ortográficas rígidas, que não devem ser desobedecidas em contextos mais formais.

Leia com atenção os trechos seguintes, tirados de edições de setembro de um jornal de São Paulo. Identifique as palavras em que foi violada a convenção ortográ-fica vigente.

Escreva-as, em seguida, na forma correta.

a) Os atuais ministro e prefeito são amissíssimos de longa data .

b) Mais de metade desses policiais extrapola os limites do dever por serem mau preparados.

c) Desde o início, o animal preferido em carrosséis é o cavalo, mas há excessões.

17. (FATEC-SP) Indique a alternativa em que não é atribuída a idéia de superlativo ao adjetivo.

a) é uma idéia agradabilíssima.

b) Era um rapaz alto, alto, alto.

c) Saí de lá hipersatisfeito.

d) Almocei tremendamente bem.

e) É uma moça assustadoramente alta.

18. (UNICAMP-SP) O comentário seguinte faz parte de uma reportagem sobre o decreto assinado pelo presidente José Sarney, tornando eliminatórios os exames de língua portuguesa e redação.

"Os estudantes que pretendem ingressar na UNICAMP, no próximo vestibular, concordam com o decreto do governo. Estão reclamando, apenas, que a Universidade de Campinas está exigindo a leitura de um livro que entrará no exame inexistente no Brasil: A Confissão de Lúcio, Mário de Sá Carneiro." (Isto é Senhor, n 991, 14/9/88).

Conforme redigido, o texto contém uma passagem ambígua

(que pode ter mais de uma interpretação).

a) Identifique essa passagem, transcreva-a e explique por que ela é ambígua.

b) Em seguida, reescreva-a de forma a tomar clara a interpretação pretendida pela revista.

19. (UNICAMP-SP) Substitua a palavra destacada no trecho transcrito abaixo por outra que garanta o mesmo sentido ao texto (você poderá ainda fazer outras modificações, se as julgar indispensáveis).

"Se não chegam a configurar um processo de radicalização verbal e de alarmismo deliberado, ainda assim são preocupantes e lamentáveis as declarações do mi-nistro da Indústria e Comércio, Roberto Cardoso Alves, de que partidos como o PT e os PCs não deveriam ter existência legal, por não possuírem, na opinião do mi-nistro, compromisso com a democracia." (Folha de S. Paulo, 8/12/88)

20. (FAAP-SP) Observando as regras de concordância nominal e verbal, reescreva a frase que segue.

Ao meio-dia e meio, depois de penosa escalada, durante a qual houveram perigos o mais surpreendentes possíveis, o grupo de alpinistas franceses atingiu o ponto mais elevado da cordilheira.

21. (FGV-SP) Leia com atenção:

"Apesar da insistência dos repórteres, o candidato não respondeu as perguntas."

Nessa frase, uma falha de acentuação gráfica indica erro de:

a) regência nominal

b) concordância nominal

c) concordância verbal

d) silepse de grau

e) regência verbal

22-(SÃO MARCOS-SP) Na frase "Ao pobre não lhe devo nada", encontramos um caso de:

a) anacoluto

b) pleonasmo

c) elipse

d) zeugma

e) solecismo

23. (FGV-RJ) Assinale a alternativa que completa corretamente as frases.

I) Cada qual faz como melhor lhe ....

II) O que ... estes frascos?

III) Neste momento os teóricos ... os conceitos.

IV) Eles ... a casa do necessário.

a) convém, contêm, revêem, provêm

b) convém, contém, revêem, provém

c) convém, contém, revêem, provém

d) convêm, contém, revêem, provêem

e) convêm, contêm, revêem,

24. (FATEC-SP) Nas palavras poliglota, tecnocracia, acrópole, demagogo e geografia encontramos elementos gregos que têm as seguintes significações, respectivamente:

a) garganta, ciência, cidade, conduzo, terra

b) língua, governo, civilização, enganar, terra

c) muitas, deus, alto, povo, planeta

d) língua, governo, alto, povo, terra

e) muita, poder, cidade, diabo, tratado

25 (CESGRANRIO-RJ) Assinale o período em que aparece uma forma verbal incorretamente empregada com relação à norma culta da língua.

a) Se o compadre trouxesse a rabeca, a gente do ofício ficaria exultante.

b) Quando verem o Leonardo, ficarão surpresos com os

trajes que usava

c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte.

d) Se o Leonardo quiser, a festa terá ares aristocráticos.

e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho.