segunda-feira, 2 de junho de 2008

T.D Redação

TD de Redação - Professora Tetê Macambira

Análise de Textos Descritivos - Exercícios resolvidos

Texto para as questões 01 a 05

O leão

A menina conduz-me diante do leão, esquecido por um circo de passagem. Não está

preso, velho e doente, em gradil de ferro. Fui solto no gramado e a tela fina de arame é

escarmento ao rei dos animais. Não mais que um caco de leão: as pernas reumáticas, a

juba emaranhada e sem brilho. Os olhos globulosos fecham-se cansados, sobre o focinho

contei nove ou dez moscas, que ele não tinha ânimo de espantar. Das grandes narinas

escorriam gotas e pensei, por um momento, que fossem lágrimas.

Observei em volta: somos todos adultos, sem contar a menina. Apenas para nós o leão

conserva o seu antigo prestígio - as crianças estão em redor dos macaquinhos. Um dos

presentes explica que o leão tem as pernas entrevadas, a vida inteira na minúscula jaula.

Derreado, não pode sustentar-se em pé.

Chega-se um piá e, desafiando com olhar selvagem o leão, atira-lhe um punhado de

cascas de amendoim. O rei sopra pelas narinas, ainda é um leão: faz estremecer as gramas a

seus pés.

Um de nós protesta que deviam servir-lhe a carne em pedacinhos.

- Ele não tem dente?

- Tem sim, não vê? Não tem é força para morder.

Continua o moleque a jogar amendoim na cara devastada do leão. Ele nos olha e

um brilho de compreensão nos faz baixar a cabeça: é conhecido o travo amargoso da derrota.

se agüenta das pernas, mas é um leão. De repente, sacudindo a juba,

põe-se a mastigar capim. Ora, leão come verde! Lança-lhe o guri uma pedra: acertou no

olho lacrimoso e doeu.

O leão abriu a bocarra de dentes amarelos, não era um bocejo. Entre caretas de dor,

elevou-se aos poucos nas pernas tortas. Sem sair do lugar, ficou de pé. Escancarou

penosamente os beiços moles e negros, ouviu-se a rouca buzina do fordeco antigo.

Por um instante o rugido manteve suspensos os macaquinhos e fez bater mais

depressa o coração da menina. O leão soltou seis ou sete urros. Exausto, deixou-se cair de

lado e fechou os olhos para sempre.

01. (ITA) I. Embora não seja um texto predominantemente descritivo, ocorre descrição, visto que o autor

representa a personagem principal através de aspectos que a individualizam.

II. Por ressaltar unicamente as condições físicas da personagem, predomina a descrição objetiva

no texto, com linguagem denotativa.

III. Por ser um texto predominantemente narrativo, as demais formas - descrição e dissertação -

inexistem.

Inferimos que, de acordo com o texto, pode(m) estar correta(s):

a) Todas

b) Apenas a I

c) Apenas a II

d) Apenas a III

e) Nenhuma das afirmações.

RESPOSTA: B

02. (ITA) I. Fato principal: a morte do leão. Causas principais: o circo, que o abandonou, e a criança, que o

acertou com uma pedra.

II. A decadência física do leão, assunto predominante do texto, denota animalização do ser

humano.

III. A velhice do leão, assunto predominante do texto, conota marginalização, maus tratos e

decadência física dos animais.

Inferimos que, de acordo com o texto, pode(m) estar correta(s):

a) Todas

b) Apenas a I

c) Apenas a II

d) Apenas a III

e) Nenhuma das afirmações.

RESPOSTA: E

03. (ITA) I. Conotativamente, o leão chora; denotativamente, o menino agride.

II. A decadência do leão é tanta, que nada faz lembrar a sua antiga reputação. Nem mesmo os

adultos o reconhecem mais.

III. Metaforicamente, o leão, que não mais produz e não mais trabalha, pode representar a

marginalização, abandono e agressão a que são submetidos os idosos.

Inferimos que, de acordo com o texto, pode(m) estar correta(s):

a) Todas

b) Apenas a I

c) Apenas a II

d) Apenas a III

e) Nenhuma das afirmações.

RESPOSTA: D

04. (ITA) I. Evidencia-se explicitamente no texto uma comparação: a decadência do leão é similar a do ser

humano em geral.

II. Incapaz de reagir fisicamente às provocações, o leão, sentindo-se inconformado, morre.

III. O fato de o leão "não estar preso em gradil de ferro constitui, por parte de seus antigos donos,

uma prova de gratidão.

Inferimos que, de acordo com o texto, pode(m) estar correta(s):

a) Todas

b) Apenas a I

c) Apenas a II

d) Apenas a III

e) Nenhuma das afirmações.

RESPOSTA: E

05. (PUC - SP) O trecho abaixo foi extraído da obra Memórias Sentimentais de João Miramar, de Oswald

de Andrade.

66. BOTAFOGO ETC.

"Beiramarávamos em auto pelo espelho de aluguel arborizado das avenidas marinhas sem sol.

Losangos tênues de ouro bandeiranacionalizavam os verdes montes interiores.

No outro lado azul da baía a Serra dos Órgãos serrava.

Barcos. E o passado voltava na brisa de baforadas gostosas. Rolah ia vinha derrapava em

túneis.

Copacabana era um veludo arrepiado na luminosa noite varada pelas frestas da cidade.

Didaticamente, costuma-se dizer que, em relação à sua organização, os textos podem ser compostos de

descrição, narração e dissertação; no entanto é difícil encontrar-se um trecho que seja só descritivo,

apenas narrativo, somente dissertativo.

Levando-se em conta tal afirmação, selecione uma das alternativas abaixo para classificar o texto de

Oswald de Andrade:

a) Narrativo-descritivo, com predominância do dissertativo.

b) Dissertativo-descritivo, com predominância do dissertativo.

c) Descritivo-narrativo, com predominância do narrativo.

d) Descritivo-dissertativo, com predominância do dissertativo.

e) Narrativo-dissertativo, com predominância do narrativo.

RESPOSTA: A

Português - AB - 9°EF - 1ª etapa

Avaliação Bimestral de Português  - 9º do E.F. tarde
Professora: Tetê Macambira – 28 de março de 2008 – 1ª etapa
 
TEXTO:

XX
A DANÇA

(Voltaire)

Setoc devia ir para assuntos comerciais, à ilha de Serendib; mas o primeiro mês de seu casamento, que é, como se sabe, a lua de mel, não lhe permitia deixar a esposa, nem supor que jamais pudesse deixá-la: pediu a Zadig que fizesse a viagem em seu lugar. “Ai! — suspirava este. — Devo ainda colocar maior distância entre mim e a bela Astartéia?! Mas estou na obrigação de servir a meus benfeitores”. Assim disse, chorou e partiu.

Não demorou muito em Serendib sem que fosse considerado um homem extraordinário. Tornou-se árbitro. de todas as questões entre os negociantes, amigo dos sábios e conselheiro do pequeno número de pessoas que ouvem conselhos. O rei manifestou desejos de o ver e ouvir. Reconheceu logo o valor de Zadig; confiou na sua sabedoria e fez dele seu amigo. A familiaridade e estima do rei fizeram-no tremer. Dia e noite recordava os males que lhe haviam acarretado as boas graças de Moabdar. “Se agrado ao rei — pensava ele, não estarei perdido?” Não podia, contudo, furtar-se às gentilezas da Sua Majestade: pois cumpre confessar que Nabussan, rei de Serendib, filho de Nussanab, filho de Nabassun, filho de Sanbusná, era um dos melhores príncipes da Ásia e que, quando se lhe falava, tornava-se difícil deixar de amá-lo.

Esse bom príncipe era sempre louvado, enganado e roubado; esforçavam-se, à porfia, a ver quem mais lhe pilhava os tesouros. O recebedor geral da ilha de Serendib dava o exemplo, seguido fielmente pelos outros. O rei sabia-o: por várias vezes mudara de tesoureiro; mas não pudera mudar o costume estabelecido de dividir os proventos do rei em duas partes, a menor das quais cabia sempre à Sua Majestade, e a maior aos administradores.

O rei Nabussan confiou seus cuidados ao sábio Zadig.

— Tu que sabes tão belas coisas — disse-lhe ele, — não saberias encontrar-me um tesoureiro que não roube?

— Sem dúvida — respondeu Zadig. — Sei um meio infalível de conseguir-lhe um homem de mãos limpas.

O rei, encantado, perguntou-lhe, abraçando-o, como deveria proceder.

— É só fazer dançar todos aqueles que se candidatem à dignidade de tesoureiro, e aquele que dançar com mais leveza será infalivelmente o homem mais honrado.

— Estás zombando — disse o rei. — Eis um modo bastante esquisito de escolher um tesoureiro... Como? Julgas então que aquele que fizer melhor um entrechat será o financista mais probo e mais hábil?

— Não garanto que seja o mais hábil — retrucou Zadig, — mas asseguro que será indubitavelmente o mais honesto.

Falava Zadig com tamanha segurança que o rei o julgou possuidor de algum segredo sobrenatural para reconhecer os financistas.

— Não me agrada o sobrenatural — disse Zadig, — sempre detestei as pessoas e livros mágicos: se Vossa Majestade deixar-me fazer a prova que lhe proponho, há de convencer-se de que o meu segredo é a coisa mais simples e mais fácil deste mundo.

Nabussan, rei de Serendib, ficou muito mais espantado de ouvir que esse segredo era simples do que se lho houvessem apresentado como um milagre.

— Está bem — disse ele, — fase como bem entenderes.

— Deixe o caso comigo — tornou Zadig — e Vossa Majestade ganhará com essa experiência muito mais do que supõe.

No mesmo dia mandou afixar que todos os pretendentes ao cargo de recebedor-mor dos dinheiros de Sua Graciosa Majestade Nabussan, filho de Mussanab, deveriam apresentar-se, vestidos de seda leve, a 1a. da lua do crocodilo, na antecâmara do rei. Ali compareceram, em número de sessenta e quatro. Tinham reunido rabequistas num salão vizinho; tudo achava pronto para o bailado; mas a porta desse salão estava fechada, e, para ali entrar, era preciso passar por uma pequena galeria bastante escura. Um guarda vinha buscar e introduzir cada candidato, um após outro naquela passagem, onde o deixava sòzinho alguns minutos. O rei, que estava a par de tudo, expusera todos os seus tesouros na referida galeria. Depois que todos os pretendentes chegaram ao salão, Sua Majestade lhes ordenou que dançassem. Jamais se dançou tão pesadamente e com menos graça; tinham todos a cabeça baixa, o busto encolhido, as mãos coladas ao corpo. “Que velhacos!” — dizia Zadig em voz baixa. Um só dentre eles dançava com agilidade, de cabeça alta, olhar seguro, braços estendidos, corpo direito e jarretes firmes; “Ah! que homem honrado! que excelente homem!” — dizia Zadig. O rei abraçou aquele bom dançarino, proclamou-o tesoureiro, e todos os outros foram punidos e multados com a maior justiça do mundo: pois cada qual, durante o tempo em que estivera na galeria, atulhara os bolsos e mal podia andar. Muito vexado se sentiu o rei com a natureza humana pelo fato de haver, entre aqueles sessenta e quatro dançarimos, sessenta e três gatunos. A galeria escura foi chamada o corredor da tentação Se fosse na Pérsia, teriam empalado aqueles sessenta e três senhores; em outros países, formariam um tribunal de justiça que consumiria nas custas do processo o triplo do dinheiro roubado e que nada reporia nos cofres do rei; em outro reino, os sessenta e três se justificariam plenamente e fariam cair em descrédito aquele dançarino tão leviano: em Serendib, apenas foram condenados a aumentar o tesouro público, pois Nabussan era muito indulgente

Era também muito reconhecido: deu a Zadig uma quantia mais considerável do que qualquer tesoureiro jamais roubara a el-rei seu senhor. Zadig se utilizou da soma para enviar correios a Babilônia, que deviam informá-lo do destino de Astartéia. A voz tremeu-lhe ao dar essa ordem, o sangue lhe fluiu para o coração, seus olhos cobriram-se de trevas, a alma esteve a ponto de abandoná-lo. O mensageiro partiu, Zadig o viu embarcar; entrou no palácio, sem ver ninguém, como se estivesse em seu quarto, e pronunciando a palavra amor.

— Ah! o amor — disse o rei, — é precisamente do que trata; adivinhaste a minha pena. És um grande homem! Espero que me ensines a descobrir uma mulher acima de qualquer suspeita, como me fizeste encontrar um tesoureiro desinteressado.

Zadig, voltando a si, prometeu servi-lo no amor como em finanças, embora a coisa lhe parecesse ainda mais difícil.

PARTE I – INTYERPRETAÇÃO E FICHA DE LEITURA DOS PARADIDÁTICOS “HISTÓRIAS SOBRE ÉTICA” E “ A CORRENTE DA VIDA”

01.

PARTE II – GRAMÁTICA

08. Considere a seguinte resposta ( extraída do seguinte sítio da net: http://br.answers.yahoo.com/question) e responda á questão que se segue: (1 escore)

“Oração subordinada _____________ é a que em relação à oração principal equivale a um ______________; assim dizer: "Desejo que sejas feliz", donde "que sejas feliz" é a subordinada ____________; é o mesmo que dizer: "Desejo a tua felicidade, sendo "felicidade" o ____________. Note que nem sempre é possível tal substituição; no período "Vi que não podiam com ele" não podemos recorrer à substituição da subordinada ____________ pelo equivalente _______________, mas observe que essa subordinada funciona como objeto de "vi"; ora, como os objetos são constituídos de _____________, é claro que a oração que funciona como objeto é também ____________ .”

As lacunas podem ser preenchidas por uma mesma palavra, apenas alterando, de acordo com a necessidade, o gênero e o número.

Ø Que palavra completaria corretamente as lacunas acima?

09. Complete as frases utilizando o plural dos substantivos corretamente:

a. Dona Candoca faz uns ____________ deliciosos. (pé-de-moleque)
b João ficou com ____________ depois que sua namorada saiu com um amigo. (dor-de-cocovelo)
c. Não suporto os____________ da campainha. (trim-trim)
d. Gabriel tem olhos ____________. São lindos! (azul-claro)
e. Os ______________ estão custando uma nota preta. (guarda-roupa)
f. Com as _____________ podemos fazer chás e saladas muito refrescantes. (erva-doce)

10. O plural de terno azul-claro e terno verde-mar é:

a) ternos azuis-claros; ternos verdes-mares

b) ternos azuis-claros; ternos verde-mares

c) ternos azul-claro; ternos verde-mar

d) ternos azul-claros; ternos verde-mar

e) ternos azuis-claros; ternos verde-mar

11. Classifique a seguinte oração sublinhada:

Português - AP - 9°EF - 2ª etapa - 2008

Avaliação Parcial de Português

9º do ensino fundamental – 2ª etapa – 07 de maio de 2008

Profª.:Tetê Macambira – Total de escores: 50 ( 44 +

PARTE I – SOBRE O PARADIDÁTICO “DONA CASMURRA E SEU TIGRÃO”

01. Justifique o título da obra de Ivan Jaf. (02 escores)

02. Descreva física e moralmente, os protagonistas do romance “Dona Casmurra e Seu Tigrão”, com -pelo menos – dois adjetivos para cada um dos protagonistas. (04 escores)

03. Por que Barrão precisou ler o livro “Dom Casmurro” e quem o ajudou nessa empreitada? (02 escores)

04. Classifique as personagens, quanto à: função, caracterização, apresentação e evolução: (08 escores)

a) Lu >

b) Pámela >

PARTE II – GRAMÁTICA

05. Leia o seguinte trecho:

“E se o cara não se intimidasse com o tamanho do adversário e quisesse bancar o herói, Barrão partia para o ataque.”

a) Classifique a oração subordinada adverbial: (01 escore) ____________________

b) Sublinhe, no período acima, os verbos. (03 escores)

c) Circule as conjunções. (02 escores)

d) Qual a oração principal? Transcreva-a aqui: (01 escore)

e) Que relação a oração subordinada adverbial estabelece com a oração principal? (01 escore)

06. Leia o seguinte trecho:

“Quando afinal chegou em casa, encontrou sua mãe chorando.”

a) Sublinhe, no período desta questão, a oração subordinada adverbial. (01 escore).

b) Circule a conjunção. (01 escore).

c) Classifique a oração subordinada adverbial: (01 escore) __________________

d) Transcreva aqui a oração principal, sublinhando o verbo: (02 escores)

07. Dê o respectivo adjetivo pátrio: (06 escores)

a) São Paulo (capital):

b) São Paulo (estado):

c) Rio de Janeiro (estado):

d) Rio de Janeiro (capital) :

e) Brasil : brasileiro ou _______________________

f) Minas Gerais: mineiro ou ___________________

08. Use, se necessário, o acento diferencial: (06 escores)

a) Barrão _________ homofobia (ter)

b) Lu e Barrão ________ ciúmes dos respectivos namorados (ter)

c) Pâmela ___________ ver Paulão na aula de música. (vir)

d) Paulão e Barrão ___________ estudar juntos em tua casa. (vir)

e) Os esportes marciais ___________ muitos alunos violentos. (deter)

f) O jiu-jitsu ________________ o título de esporte marcial mais violento. (deter)

09. A que países se referem os adjetivos pátrios compostos destacados nas frases abaixo? (04 escores)

a) Lutas marciais sino-japonesas. ___________________________________

b) Leituras machadianas hispano-germânicas. ___________________________________

c) Amizades virtuais luso-brasileiras. _______________________________

d) Acordos ítalo-coreanos. _________________________

10. Observe a seguinte frase:

“Fez um esforço tão grande para prestar atenção que saiu com uma dor de cabeça e com vontade de bater em todos os donatários das malditas capitanias hereditárias.”

a) Classifique a oração subordinada adverbial, em destaque: (01 escore) _________________________________________

b) Além da que se encontra sublinhada no trecho desta questão, há outra, uma oração subordinada adverbial final. Sublinhe-a. (01 escore)

c) Transcreva aqui a oração principal: (01 escore)

Português - AP - 8°EF - 2ª etapa - 2008

Avaliação Parcial de Português

8º do ensino fundamental – 2ª etapa – 07 de maio de 2008

Profª.:Tetê Macambira – Total de escores: 50

Parte ! – Sobre o paradidático “Só Entre Nós”

01. O subtítulo é “Abelardo e Heloísa”. Por quê? (2 escores)

02. Conte, resumida e eficientemente em um mínimo de 05 linhas, a história do verdadeiro casal Abélard e Heloíse, que viveram durante o renascimento na França. (05 escores)

03. Sobre o novo amigo virtual de pseudônimo (= nick ) Abelardo, responda: (05 escores)

a) Qual o verdadeiro nome completo dele?

b) Ele mora com o pai e a mãe? Por quê?

c) Descreva-o física e moralmente:

04. Como Heloísa se apresentou no portal da Internet e o que chamou a atenção do “Abelardo”? ( 2 escores)

05. Os dois têm muitos amigos na escola? Por quê? (03 escores)

PARTE II – GRAMÁTICA

06. Marque D para denotação e C para conotação: (06 escores)

A ( ) Os cabelos de Heloísa são castanhos

B ( ) Os cabelos do vento arrepiaram as folhas das palmeiras

C ( ) A mãe de Abelardo possuía pavor a tomar remédio

D ( ) O remédio para quem fala demais é passar um zíper na boca

E ( ) Os lábios dela estavam pintados com batom cor-de-rosa

F ( ) A noite abriu seus lábios sobre a terra.

07. Indique se é comparação ou metáfora as frases sublinhadas abaixo: (06 escores)

a) Heloísa possui um rosto de anjo. _________________________

b) Abelardo tem medo da própria mãe como um vampiro tem medo do sol. _________________________

c) Tal qual um animalzinho escorraçado, Abelardo se sentia mal com o tratamento que Cláudia lhe dera. _________________________

d) Ele teve um sonho que sumiu feito um cristal delicado. _________________________

e) Heloísa e Abelardo se conheceram aos poucos, de uma forma bem rio tranqüilo. _________________________

f) Esse jeito palhaço do Abelardo é que acabou conquistando mesmo a Heloísa. _________________________

Texto para a questão 08.

II

Está alta no céu a lua e é primavera.

Penso em ti e dentro de mim estou completo.

Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.

Penso em ti, murmuro o teu nome; não sou eu: sou feliz.

Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelos campos,

E eu andarei contigo pelos campos a ver-te colher flores.

Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,

Mas quando vieres amanhã e andares comigo realmente a colher flores,

Isso será uma alegria e uma novidade para mim.

(O Pastor Amoroso, de Fernando Pessoa)

08. Qual é o verso que se encontra em sentido conotativo? (1 escore)

09. Conjugue o verbo Pensar no imperativo afirmativo e no imperativo negativo. (10 escores)

Português - Revisão - 9°EF - 2ª etapa - 2008

Trabalho Individual de Revisão de Português – 9º EF]

Profª Tetê Macambira

O texto abaixo serve de base para as questões a seguir.

DOM CASMURRO

CAPÍTULO PRIMEIRO / DO TÍTULO

Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos

três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.

-- Continue, disse eu acordando.

-- Já acabei, murmurou ele.

-- São muito bonitos.

Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me assim, alguns em bilhetes: "Dom Casmurro, domingo vou jantar com você."--"Vou para Petrópolis, Dom Casmurro; a casa é a mesma da Renania; vê se deixas essa caverna do Engenho Novo, e vai lá passar uns quinze dias comigo."--"Meu caro Dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã; venha e dormirá aqui na cidade; dou-lhe camarote, dou-lhe chá, dou-lhe cama; só não lhe dou moça."

Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração - se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto.

( autor: Machado de Assis

Fonte de Pesquisa: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv00180a.pd)f

01. Observe a primeira oração do capítulo que inicia o romance Dom Casmurro:

“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.”

a) Sublinhe, no trecho transcrito nesta questão, os verbos.

b) Circule a conjunção.

c) Classifique a seguinte oração subordinada adjetiva: que eu conheço de vista e de chapéu.

d) Classifique a seguinte oração adverbial reduzida de gerúndio: Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo

02. Releia este trecho e destaque a única oração subordinada adverbial causal: “Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes;”

03. Destaque e classifique, abaixo, a oração subordinada adverbial:

“Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso,”

04. Sublinhe abaixo a oração subordinada adjetiva, classificando-a:

“ Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha,”

05. Sublinhe abaixo a oração subordinada substantiva, classificando-a:

."--"Meu caro Dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã”

06. Sublinhe abaixo a oração subordinada adverbial, classificando-a:

“não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo.”

07. Sublinhe abaixo a oração subordinada substantiva, classificando-a:

“. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor”

Português - Revisão - 8°EF - 2ª etapa

Trabalho Individual de Revisão em Português – 8º EF

Profª TEtê Macambira

O texto abaixo serve de base para as questões 01 a 05.

TRAPO

O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.

Antecipação? Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.

Bem sei: a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.

Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.

Carinhos? Afetos? São memórias…
É preciso ser-se criança para os ter…
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.

Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer…
Quando foi isso? Não sei…
No azul da manhã…

O dia deu em chuvoso.

(Álvaro de Campos)

01. Releia a primeira estrofe (os quatro primeiros versos) e determine:

a) o sujeito do verso 1:

b) O sujeito do verso 2:

c) O sujeito do verso 3:

d) O sujeito do verso 4:

02. Releia a segunda estrofe (versos 5,6 e 7) e transcreva:

a) os três verbos:

b) o predicado verbal do segundo verso:

c) o predicado nominal do segundo verso:

d) o predicado do terceiro verso:

e) classifique o predicado do terceiro verso:

03. Ordem direta é quando aparece, na seqüência: sujeito + verbo + complementos. Os três primeiros versos da terceira estrofe começam com a mesma oração: Bem sei. Considerando que o sujeito oculto seja Eu, organize a oração na forma direta:

04. Qual é o sujeito da seguinte oração: Mas quem disse ao sol ?

05. Sublinhe o sujeito e circule o núcleo ou os núcleos do sujeito da seguinte oração:

Dêem-me o céu azul e o sol visível.

06. Determine se os verbos sublinhados das orações seguintes se encontram na voz ativa ou na voz passiva:

a) Hoje quero só sossego.
b) Até amaria o lar,

c) desde que o não tivesse

07. Indique OD para objeto direto, OS para Predicativo do Sujeito e OI para objeto indireto:

A ( ) Tenho efetivamente sono

B ( ) O dia deu em chuvoso

C ( ) ser-se criança para os ter

D ( ) Hoje quero só sossego

E ( ) isso tenho eu em mim.

F ( ) isso tenho eu em mim.

08. Observe melhor os dois versos que abrem a última estrfe da poesia: “Boca bonita da filha do caseiro, / Polpa de fruta de um coração por comer…”

Há, obviamente, uma relação comparativa entre a boca e a polpa da fruta. Trata-se de uma comparação ou de uma metáfora? Por quê?