domingo, 3 de maio de 2009

Exercícios - "Senhora"

EXERCÍCIOS: TREINAMENTO PARA A PROVA
Tinha-se ela ensaiado para seu papel. Desde o primeiro momento em que apresentou-se nos salões, firmou neles seu império, e tomou posse dessa turba avassalada, cujo destino é bajular as reputações que se impõem.
Encontramo-la deslumbrando a multidão com sua beleza, e açulando a fome do ouro nos cavalheiros do lansquenete matrimonial. Regozijava-se em arrastar após si, rojando-os pelo pó, e fustigando-os com o sarcasmo, a esses sócios e êmulos de Fernando Seixas, ansiosos de venderem-se como ele, ainda que por maior preço.
Por isso os tinha reduzido à mercadoria ou traste, fazendo-lhes a cotação, como se usava outrora com os lotes de escravos.
Aquele marido de maior preço a que ela se referia não era outro senão seu antigo amante, que a desprezara por ser pobre.
No meio desta acrimônia que lhe inspirava a sociedade, não perdera porém Aurélia de todo a crença da nobreza d'alma, e sabia respeitá-la onde quer que a descobria.
Assim, quando algum homem honesto, sinceramente seduzido pelos dotes de sua pessoa, e não pelo brilho da riqueza, lhe fazia a corte, ela portava-se com ele de modo inteiramente diverso. Acolhia-o com afabilidade e distinção; mas aproveitava o primeiro momento para desvanecer-lhe toda a esperança.
Só com os caçadores de dotes era loureira, se tal nome pode-se aplicar ao constante ludíbrio e humilhação a que submetia seus apaixonados.
Encontrou Aurélia uma vez na sociedade Eduardo Abreu, já de volta da Europa. Soube que tinha dissipado a fortuna, e ficara reduzido à pobreza. Como se esquivasse de falar-lhe, a moça dirigiu-se a ele e insistiu para que freqüentasse sua casa.
Abreu fez-lhe uma visita de cerimônia. A moça inventou um pretexto qualquer para uma carta urgente e mandou buscar o tinteiro. De repente voltou-se para o moço e pediu-lhe que escrevesse um recado a certa loja.
Aurélia examinou a letra e murmurou consigo:
- Eu teria adivinhado!
Não disse uma palavra a Abreu sobre isto. Por aqueles dias houve quem pagasse as contas que o moço tinha em várias casas da rua do Ouvidor, que já não queriam fiar.
A primeira vez que a moça encontrou-se com Abreu depois do incidente perguntou-lhe:
- Ainda me ama?
Ele corou.
- Já não tenho esse direito.
- Lembre-se do que lhe disse uma vez. Se eu remir-me do meu cativeiro, minha mão lhe pertence. Não a querendo o senhor, ninguém mais a terá neste mundo.
O Dr. Torquato Ribeiro não pode resistir à paixão que nutria pela Adelaide Amaral. Com o tempo e ausência do rival foi-se desvanecendo o primeiro ressentimento; e como o procedimento de Seixas já causava estranheza, não se demorou a reconciliação.
Aurélia percebeu que o bacharel estava cada vez mais apaixonado. Era uma verdadeira recaída. A princípio admirou-se dessa indulgência:
- E eu? Não amo um homem que não somente me esqueceu por outra, mas que se rebaixou?
Pensou então em favorecer esse amor do Ribeiro, o que obteve, concorrendo para a realização do projeto que afagava, e a cuja realização assistimos.
Estes foram os acontecimentos que ocorreram antes de encontrarmos pela primeira vez nos salões Aurélia Camargo.
José de Alencar, Senhora

Em folha à parte, resolva as questões propostas a seguir.

1. Transcreva as palavras destacadas no texto. A seguir, identifique todas as ocorrências fonéticas que cada uma apresenta.
2. Acentue, se necessário, as palavras abaixo, e justifique a ocorrência ou não do acento gráfico:
a) sofa
b) detestavel
c) magnificos
d) batavo
e) materia
f) importancia
g) chavena
h) porem
i) atras
j) pe
l) abacaxi
m) peru
n) rubrica
o) bólido
p) acrobata
q) reptil
r) torax
s) hieroglifo
t) farmacia

3º. PASSO: Usando sua apostila e suas anotações, faça, você mesmo, a correção dos exercícios e - IMPORTANTE! - ANOTE TODAS AS SUAS DÚVIDAS, para esclarecê-las conosco durante a semana de revisão.
LITERATURA PORTUGUESA E BRASILEIRA

1º. PASSO: Antes de fazer os exercícios de treinamento para a prova, você precisa rever, em suas anotações de aula e em sua Apostila de Literatura Portuguesa e Brasileira da 1ª. Série, os seguintes assuntos:
1. Elementos do processo de comunicação
2. As funções da linguagem
3. O Trovadorismo em Portugal
• datas de início e término e fatos que as marcaram
• contexto histórico: Europa e Portugal
• características gerais do Trovadorismo
• cantiga de amor
• cantiga de amigo
• cantiga de escárnio
• cantiga de maldizer

Precisa, também, rever e estudar as obras:
• O alienista, de Machado de Assis
• Senhora, de José de Alencar
2º. PASSO: Resolva, em folhas que você separará especialmente para este fim, os exercícios a seguir, com a ajuda de sua Apostila de Literatura e de suas anotações de aula.
EXERCÍCIOS: TREINAMENTO PARA A PROVA
3º. PASSO: Usando sua apostila e suas anotações, faça, você mesmo, a correção dos exercícios e - IMPORTANTE! - ANOTE TODAS AS SUAS DÚVIDAS, para esclarecê-las conosco durante a semana de revisão.

Para responder às questões de 1 a 3, leia o texto abaixo com muita atenção:
Queixa
Caetano Veloso

Um amor assim delicado Um amor assim violento
Você pega e despreza Quando torna-se mágoa
Não o devia ter desprezado É o avesso de um sentimento
Ajoelha e não reza Oceano sem águas
Dessa coisa que mete medo Ondas: desejo de vingança
Pela sua grandeza Nessa desnatureza
Não sou o único culpado Batem forte sem esperança
Disso eu tenho a certeza Contra a tua dureza
Princesa Princesa
Surpresa Surpresa
Você me arrasou Você me arrasou
Serpente Serpente
Nem sente que me envenenou Nem sente
Senhora, e agora Que me envenenou
Me diga onde eu vou Senhora, e agora
Senhora Me diga onde eu vou
Serpente Senhora
Princesa Serpente
Princesa

Um amor assim delicado
Nenhum homem daria
Talvez tenha sido pecado
Apostar na alegria
Você pensa que eu tenho tudo
E vazio me deixa
Mas Deus não quer
Que eu fique mudo
E eu te grito esta queixa
Princesa
Surpresa
Você me arrasou
Serpente
Nem sente que me envenenou
Senhora, e agora
Me diga onde eu vou
Amiga
Me diga.

1. O poema que você leu contém uma confissão amorosa, uma declaração de amor.
a) Como se pode classificar o eu-lírico desse poema? Em que posição ele se coloca em relação à sua amada? Fundamente sua resposta com elementos retirados do texto.
b) Que visão da mulher se pode depreender nesse poema? Fundamente sua resposta com elementos retirados do texto.
c) Como você classifica o amor de que fala esse poema: ele é platônico ou carnal, sensual? Justifique essa classificação, transcrevendo do poema um fragmento que possa confirmá-la.

2. Pode-se perceber, ao longo do texto, o sofrimento do eu-lírico por sua amada.
a) Transcreva, do poema, um verso em que se evidencie a "coita d'amor".
b) Transcreva uma expressão que o poeta tenha usado para referir-se à amada, na qual se possa identificar o sentimento cortês, cavalheiresco.

3. O texto, pelas suas características, remete a um tipo de produção lírica que se cultivou na época medieval em Portugal.
a) Cite o nome dessa produção lírica e do movimento literário em que ela floresceu.
b) Quais foram as datas de início e término desse movimento em Portugal? Mencione os fatos que marcaram tais datas.
c) Comente o contexto histórico em que esse movimento se desenvolveu, considerando a Europa em geral e Portugal em particular.
d) Comente o outro tipo de poesia lírica que se desenvolveu nessa mesma fase.
e) Comente as outras produções poéticas cultivadas nessa época, em Portugal.

4. Por que a poesia se desenvolveu mais do que a prosa na primeira fase da Era Medieval, em Portugal?
3º. PASSO: Usando sua apostila e suas anotações, faça, você mesmo, a correção dos exercícios e - IMPORTANTE! - ANOTE TODAS AS SUAS DÚVIDAS, para esclarecê-las conosco durante a semana de revisão.


Fonte: http://www.augustolaranja.com.br/roteiro1ester.htm

Classicismo - exercícios

1. Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões.
Canto IV – Episódio O Velho do Restelo (oitavas: 90 a 104)


90

"Qual vai dizendo: —" Ó filho, a quem eu tinha
Só para refrigério, e doce amparo
Desta cansada já velhice minha,
Que em choro acabará, penoso e amaro,
Por que me deixas, mísera e mesquinha?
Por que de mim te vás, ó filho caro,
A fazer o funéreo enterramento,
Onde sejas de peixes mantimento!" —

91

"Qual em cabelo: —"Ó doce e amado esposo,
Sem quem não quis Amor que viver possa,
Por que is aventurar ao mar iroso
Essa vida que é minha, e não é vossa?
Como por um caminho duvidoso
Vos esquece a afeição tão doce nossa?
Nosso amor, nosso vão contentamento
Quereis que com as velas leve o vento?" —

92

"Nestas e outras palavras que diziam
De amor e de piedosa humanidade,
Os velhos e os meninos os seguiam,
Em quem menos esforço põe a idade.
Os montes de mais perto respondiam,
Quase movidos de alta piedade;
A branca areia as lágrimas banhavam,
Que em multidão com elas se igualavam.

93

"Nós outros sem a vista alevantarmos
Nem a mãe, nem a esposa, neste estado,
Por nos não magoarmos, ou mudarmos
Do propósito firme começado,
Determinei de assim nos embarcarmos
Sem o despedimento costumado,
Que, posto que é de amor usança boa,
A quem se aparta, ou fica, mais magoa.

94

(O Velho do Restelo)
"Mas um velho d'aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C'um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:

95

—"Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

96

— "Dura inquietação d'alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!

97

—"A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos, e de minas
D'ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?

98

— "Mas ó tu, geração daquele insano,
Cujo pecado e desobediência,
Não somente do reino soberano
Te pôs neste desterro e triste ausência,
Mas inda doutro estado mais que humano
Da quieta e da simples inocência,
Idade d'ouro, tanto te privou,
Que na de ferro e d'armas te deitou:

99

— "Já que nesta gostosa vaidade
Tanto enlevas a leve fantasia,
Já que à bruta crueza e feridade
Puseste nome esforço e valentia,
Já que prezas em tanta quantidades
O desprezo da vida, que devia
De ser sempre estimada, pois que já
Temeu tanto perdê-la quem a dá:

100

— "Não tens junto contigo o Ismaelita,
Com quem sempre terás guerras sobejas?
Não segue ele do Arábio a lei maldita,
Se tu pela de Cristo só pelejas?
Não tem cidades mil, terra infinita,
Se terras e riqueza mais desejas?
Não é ele por armas esforçado,
Se queres por vitórias ser louvado?

101

— "Deixas criar às portas o inimigo,
Por ires buscar outro de tão longe,
Por quem se despovoe o Reino antigo,
Se enfraqueça e se vá deitando a longe?
Buscas o incerto e incógnito perigo
Por que a fama te exalte e te lisonge,
Chamando-te senhor, com larga cópia,
Da Índia, Pérsia, Arábia e de Etiópia?

102

— "Ó maldito o primeiro que no mundo
Nas ondas velas pôs em seco lenho,
Dino da eterna pena do profundo,
Se é justa a justa lei, que sigo e tenho!
Nunca juízo algum alto e profundo,
Nem cítara sonora, ou vivo engenho,
Te dê por isso fama nem memória,
Mas contigo se acabe o nome e glória.

103

— "Trouxe o filho de Jápeto do Céu
O fogo que ajuntou ao peito humano,
Fogo que o mundo em armas acendeu
Em mortes, em desonras (grande engano).
Quanto melhor nos fora, Prometeu,
E quanto para o mundo menos dano,
Que a tua estátua ilustre não tivera
Fogo de altos desejos, que a movera!

104

— "Não cometera o moço miserando
O carro alto do pai, nem o ar vazio
O grande Arquiteto co'o filho, dando
Um, nome ao mar, e o outro, fama ao rio.
Nenhum cometimento alto e nefando,
Por fogo, ferro, água, calma e frio,
Deixa intentado a humana geração.
Mísera sorte, estranha condição!" —

Justifique a afirmação: “O discurso do Velho do Restelo” está em oposição a certas concepções dominantes na sociedade portuguesa da época dos grandes descobrimentos, expressas pelo discurso que exalta a empresa navegadora posta em marcha pela coroa lusitana. “


01 - A 02 - D 03 - E 04 - B 05 - A

06 - B 07 - D 08 - C 09 - E 10 - A


01. Identifique a alternativa que não contenha ideais clássicos de arte:
a) Liberdade de criação e predomínio dos impulsos pessoais
b) Formalismo e perfeccionismo
c) Universalismo e racionalismo
d) Valorização do homem (do aventureiro, do soldado, do sábio e do amante) e verossimilhança (imitação da verdade e da natureza)
e) Obediência às regras e modelos e contenção do lirismo
02. (MACKENZIE-SP) Sobre o poema Os Lusíadas, é incorreto afirmar que:
a) na Invocação, o poeta se dirige às Tágides, ninfas do rio Tejo
b) Na ilha dos Amores, após o banquete, Tétis conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha, onde lhe descenda a “máquina do mundo”
c) quando a ação do poema começa, as naus portuguesas estão navegando em pleno Oceano Índico, portanto no meio da viagem
d) É composto em sonetos decassílabos, mantendo em 1.102 estrofes o mesmo esquemas de rimas
e) Tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama, a fim de estabelecer contato marítimo com as Índias
03. Não são modalidade da medida nova:
a) soneto e ode
b) terceto e oitava
c) écloga e sextina
d) canção e elegia
e) trova e vilancete
04. Os Lusíadas - Luís de Camões - O discurso do “Velho Restelo” está em oposição a certas concepções dominantes na sociedade portuguesa da época dos grandes descobrimentos, expressas pelo discurso que exalta a empresa navegadora posta em marcha pela Coroa Lusitana.
Qual das alternativas abaixo justifica a afirmação:
I) Esse velho, descontente com o empreendimento português de buscar do mundo novas partes, destrói ponto por ponto os ideais que levaram à epopéia das grandes navegações. Começa por desmitificar o ideal da fama, dizendo que ela nada mais é que a vontade de poder, fraude com que os poderosos atiçam as massas para fazê-las apoiar sua política expansionista.
II) “Chamam-te Fama e Glória soberana / Nomes com que se o povo néscio engana. Esse desejo de mandar só produz danos. Mostra que o projeto ultramarino será um desastre para a sociedade portuguesa, ocasionando o despovoamento e o enfraquecimento do país, já que os homens válidos estarão mortos ou em outras terras e, em Portugal, estarão os velhos, as mulheres, os órfãos.
III) Para ele, a empresa navegadora produzirá somente pobreza, adultério, desamparo. Execra ainda os chamados heróis civilizadores, aqueles que fizeram progredir a sociedade humana, por exemplo: Prometeu, que roubou o fogo do céu e deu aos homens; Dédalo, grande arquiteto que fabricou para seu filho Ícaro umas asas, presas com cera nos ombros, com cujo auxílio pretendeu voar. Considera todo avanço técnico intrinsecamente mau, porque ocasionam a ruína de seus empreendedores.
a) I e II
b) I, II e III
c) I e III
d) II
e) II e III
05. O Classicismo propriamente dito, tem por limites cronológicos, em Portugal, as datas de:
a) 1527 e 1580
b) 1502 e 1578
c) 1198 e 1434
d) 1500 e 1601
e) 1434 e 1516
06. (FUVEST-SP) Na Lírica de Camões:
a) a mulher é vista em seus aspectos físicos, despojada de espiritualidade
b) encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX
c) cantar a pátria é o centro das preocupações
d) encontram-se sonetos, odes, sátiras e autos
e) o verso usado para a composição dos sonetos é o redondilho maior
07. O culto aos valores universais – o Belo, o Bem, a Verdade e a Perfeição – e a preocupação com a forma aproximaram o Classicismo de duas escolas literárias posteriores. Aponte a alternativa que identifica essas escolas:
a) Trovadorismo e Humanismo
b) Romantismo e Modernismo
c) Barroco e Simbolismo
d) Arcadismo e Parnasianismo
08. Assinale a incorreta sobre Camões:
a) Representa a amadurecimento de língua portuguesa, sua estabilização e a maior manifestação de sua excelência literária
b) Sua obra compreende os gêneros épico, lírico e dramático
c) Sua lírica compõe-se exclusivamente de redondilhas e sonetos
d) A lírica de Camões permaneceu praticamente inédita. Sua primeira compilação e póstumas, datada de 1595, e organizada sob o título de As Rimas de Luis de Camões, por Fernão Rodrigues Lobo Soropita
09. Não se relaciona à medida nova:
a) predileção por formas fixas
b) sonetos, tercetos, oitavas e odes
c) versos decassílabos
d) influência italiana
e) cultura popular, tradicional
10. Ainda sobre Camões, assinale a incorreta:
a) A principal diferença entre a poesia lírica e a poesia épica é formal e manifesta-se da utilização de versos de diferentes metros
b) As redondilhas de Camões seguem os moldes da poesia palaciana do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende e , mesmo na medida velha, o poeta superou seus contemporâneos e antecessores
c) A lírica na medida velha, tradicional, medieval, vale-se dos motes glosados, das redondilhas e são de cunho galante, alegre madrigalesco
d) Não há um texto definitivo de lírica camoniana. Atribuem-se-lhe cerca de 380 composições líricas, destacando-se os cerca de 200 sonetos, alguns de autoria controversa
e) Camões teria reunido sua lírica sob o titulo de O Parnaso Lusitano, que se perdeu, e do qual há algumas referências nas cartas do poetas
EXERCÍCIOS DE LITERATURA - CLASSICISMO
1) (UNOPAR-PR) Desenvolvimento do comércio de reduzida importância na Idade Média; crescente utilização do dinheiro, invenções e melhoramentos técnicos decorrentes das grandes navegações.
Os dados anteriores integram o painel histórico do
a) Classicismo. d) Arcadismo.
b) Barroco. e) Modernismo.
c) Romantismo.

2) (PUC-SP)
Tu só, tu, puro amor, com força crua, estavas, linda Inês, posta em sossego
Que os corações humanos tanto obriga, De teus anos colhendo doce fruito,
Deste causa à molesta morte sua, Naquele engano da alma ledo e cego,
Como se fora pérfida inimiga. Que a fortuna não deixa durar muito,
Se dizem, fero Amor, que a sede tua Nos saudosos campos do Mondego,
Nem com lágrimas tristes se mitiga, De teus fermosos olhos nunca enxuito,
É porque queres, áspero e tirano, Aos montes ensinando e às ervinhas,
Tuas aras banhar em sangue humano. O nome que no peito escrito tinhas.

Os Lusíadas, obra de Camões, exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa, entretanto oferecem momentos em que o lirismo se expande, humanizando os versos. O episódio de Inês de Castro, do qual o trecho acima faz parte, é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. Desse episódio, como um todo, pode afirmar-se que seu núcleo central
a) personifica e exalta o Amor, mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.
b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos.
c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro, legítima herdeira do trono de Portugal.
d) retrata a beleza de Inês, posta em sossego, ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha.
e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português.
3) FESL - SP
Em Os Lusíadas, Camões:
a) Narra a viagem de Vasco da Gama ás Índias.
b) Tem por objetivo criticar a ambição dos navegantes portugueses que abandonam a pátria à mercê dos inimigos para buscar ouro e glória em terras distantes.
c) Afasta-se dos modelos clássicos, criando a epopéia lusitana, um gênero inteiramente original na época.
d) Lamenta que, apesar de ter dominado os mares e descoberto novas terras, Portugal acabe subjugado pela Espanha.
e) Tem como objetivo elogiar a bravura dos portugueses e o faz através da narração dos episódios mais valorosos da colonização portuguesa.

4) UFPa – PA
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!”
Este poema de Fernando Pessoa retoma, no século XX, a temática da expansão ultramarina também utilizada por:
a) Gil Vicente em seus autos.
b) D. Dinis em seus poemas de amor.
c) D. Dinis em seus poemas de amigo.
d) Camões em sua épica.
e) Bocage em seus sonetos.

5-UF’Pa – PA
Pode-se afirmar que o velho do Restelo é:
a) Personagem central de Os Lusíadas.
b) O mais fervoroso defensor da viagem de Gama.
c) Símbolo dos que valorizam a cobiça e ambição.
d) Símbolo das forças contrárias às investidas marítimas lusas.
e) A figura que incentiva a ideologia expansionista.

6) FUVEST - SP
Na lírica de Camões:
a) O metro usado para a composição dos sonetos é a redondilha maior.
b) Encontram-se sonetos, odes, sátiras e autos.
c) Cantar a pátria é o centro das preocupações.
d) Encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX.
e) A mulher é vista em seus aspectos físicos, despojada de espiritualidade.

7) Vunesp-SP

Apontam-se a seguir algumas características atribuídas pela crítica à epopéia de Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas. Uma dessas características está incorreta. Trata-se de:
a) Concepção da história nacional como uma seqüência de proezas de heróis aristocráticos e militares.
b) Apologia dos poderes humanos, realçando o orgulho humanista de autodeterminação e do avanço no domínio sobre a natureza.
c) Efabulação mitológica.
d) Contraposição da experiência e da observação direta á ciência livresca da Antiguidade.
e) Eliminação do pan-erotismo, existente em parte da lírica, em favor de uma ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos.

8) FUVEST-SP
“Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
repousa lá no Céu eternamente,
e viva eu cá na terra sempre triste.”

Existe uma forte oposição no interior da estrofe. Identifique-a e dê uma pequena explicação para ela.

9) FUVEST-SP
Camões escreveu obra épica ou lírica? Justifique sua resposta, exemplificando com obras do autor.

10) FUVEST-SP
“Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.”

De poeta muito conhecido, esta é a primeira estrofe de um poema que parece comprazer-se com o paradoxo, enfeixando sensações contraditórias do sentimento humano, se examinadas sob o prisma da razão. Indique, na relação abaixo, o nome do autor.
a) Bocage d) Luís de Camões.
b) Camilo Peçanha Manuel Bandeira.
c) Gil Vicente

EXERCÍCIOS:
A) TEXTO /QUESTÕES:

TRECHOS DA MORTE DE INÊS DE CASTRO
“Tu, só tu, puro amor (1), com força crua (2),
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua (3),
Como se fora pérfida (4) inimiga.
Se dizem, fero Amor (5), que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga (6),
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras (7) banhar em sangue humano.
Estavas linda, Inês, posta em sossego (8),
De teus anos colhendo doce fruito (9),
Naquele engano da alma, ledo (10) e cego,
Que a Fortuna (11) não deixa durar muito;
Nos saudosos campos do Mondego (12),
De teus formosos (13) olhos nunca enxuito (14),
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.”
1 . o amor comum, o sentimento, com letra minúscula;
2 . com crueldade;
3 . à infeliz morte de Inês;
4 . traidora, maldosa;
5 . feroz Amor, com letra maiúscula, personificado, enti-
dade mitológica;
6 . se sacia, se satisfaz;
7 . altares de sacrifícios;
8 . morta (eufemismo);
9 . fruto;
10. alegre;
11. destino, sorte: com maiúscula, por ser figura mitológica;
12. é um rio que banha Coimbra e às margens do qual
Inês de Castro foi enterrada, segundo consta;
13. formosos;
14. enxuto.
1) Analise o episódio descrito acima explicando a função lírica deste texto dentro do Clássico épico Os Lusíadas.
2) Relacione a temática do texto lido com o mesmo conteúdo da época medieval. Analise o papel do homem e da mu-lher neste episódio.
B) TESTES:
“Não acabava, quando uma figura
Se nos mostra no ar, robusta e válida,
De disforme e grandíssima estatura,
O rosto carregado, a barba esquálida,
Os olhos encovados, e a postura
Medonha e má, e a cor terrena e pálida,
Cheios de terra e crespos os cabelos,
A boca negra, os dentes amarelos.
Tão grande era de membros, que bem posso
Certificar-te que este era o segundo
De Rodes estranhíssimo Colosso.
Que um dos sete milagres foi do mundo.
Cum tom de voz que nos fala horrendo e grosso,
Que pareceu sair do mar profundo,
Arrepiam-se as carnes e o cabelo
A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo.”


1) Os fragmentos acima foram retirados do poema épico Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões, cujo herói é:
a) o grupo de navegadores responsáveis pela expansão marítima e pelo crescimento do Império Português.
b) O navegador Vasco da Gama, que conseguiu encontrar o caminho para as Índias e possibilitou o desenvolvimento do Império Português no Oriente.
c) O povo português, representado pela figura da Vasco da Gama.
d) O grande rei D. Sebastião, que é homenageado por Camões na Dedicatória.
e) D. Manuel, o Venturoso, no reinado do qual se desen-volveu a trama mostrada na Narração.
2) As duas estrófes mostram um dos episódios mais im-portantes da Os Lusíadas. Esse episódio é:
a) “A Morte de Inês de Castro”;
b) “O Gigante Adamastor”;
c) “A Ilha dos Amores”;
d) “O Velho do Restelo”;
e) “Tétis e a Máquina de Mundo”.
3) A figura apresentada nos versos representa um acidente geográfico. Responda:
a) Que acidente é esse?
b) Qual sua importância na viagem dos portugueses?
4) Analisando formalmente as estrofes, esclareça:
a) Que tipo de versos temos, quanto ao número de sílabas métricas?
b) Qual o esquema rítmico das estrofes? Como se denomi-na esse tipo de rima?
c) Que tipo de estrofes temos?
d) Em que sílabas poéticas recaem os acentos nos versos das duas estrofes?
5) Os fragmentos foram extraídos do:
a) Canto V
b) Canto III
c) Canto IV
d) Canto IX
e) Canto X
6) “Ó glória de mandar, ó vã cobiça
Desta vaidade a quem chamamos Fama
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C’uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!
A que novos desastres determinas
de levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?”
As duas estrofes apresentadas fazem parte da:
a) Proposição;
b) Invocação;
c) Dedicatória;
d) Narração ou
e) Epílogo de Os Lusíadas?
7) Camões, na Proposição de Os Lusíadas, demonstra a intenção de cantar:
a) as grandes navegações da Grécia e de Tróia;
b) aquilo que a antiga Musa canta;
c) as guerras, as navegações, a história dos reis e dos homens portugueses ilustres;
d) as valorosas obras dos antigos romanos;
e) a Eneida e a Odisséia.
QUESTÕES:
Texto para os testes 8 e 9:
“Busque Amor novas artes, no engenho,
para mater-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
vede que perigosas seguranças:
que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;
que dias há que na alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como e dói não sei por quê.
1) (FUVEST-FGV) Neste poema é possível reconhecer que uma dialética amorosa trabalha a oposição entre:
a) o bem e o mal;
b) a proximidade e a distância;
c) o desejo e a idealização;
d) a razão e o sentimento;
e) o mistério e a realidade.
2) (FUVEST-FGV) Uma imagem de forte expressividade deixa implícita uma comparação com o arriscado jogo de amor. Assinalar a alternativa que contém essa imagem:
a) o engenho do amor;
b) o perigo da segurança;
c) naufrágio em bravo mar;
d) mar tempestuoso;
e) um não sei quê.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

2simLIT.09



2º Simulado de Literatura
3º em M \ T
Profª Tetê Macambira


01.

“Manifesto da poesia Pau-Brasil
(fragmento)
Lançado por Oswald de Andrade, no Correio da Manhã, em 18 de março de 1924.
Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadro de carneiros que não fosse lã mesmo não prestava. A interpretação do dicionário oral das Escolas de Belas-Artes queria dizer reproduzir igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado – o artista fotógrafo.
Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A Playela. E a ironia eslava compôs para a Playela. Stravinski.
A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.
Só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano.
(...)
Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.
Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz.
A poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.”

apud TELES, Gilberto M. Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1977.


Duas características da poesia modernista que aparecem sugeridas no último parágrafo do Manifesto da Poesia Pau-Brasil são:

a) incorporação da temática cotidiana – enfoque no presente.
b) valorização dos encontros familiares – enaltecimento da natureza.
c) aproveitamento do elemento musical – retrato de cenas familiares.
d) citação jornalística da realidade – reprodução do noticiário histórico.

2.U. F. Uberlândia-MG Muitos autores brasileiros do Modernismo foram influenciadospelas vanguardas artísticas européias, as hoje chamadas vanguardas históricas. Leia o texto abaixo e indique a que vanguarda ele se filia.

“O pastor pianista
Soltaram os pianos na planície deserta
Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
Eu sou o pastor pianista,
Vejo ao longe com alegria meus pianos
Recortarem os vultos monumentais
Contra a lua.
Acompanhado pelas rosas migradoras
Apascento os pianos que gritam
E transmitem o antigo clamor do homem.”

Murilo Mendes.

a) Surrealismo.
b) Futurismo.
c) Cubismo.
d) Dadaísmo.

3. PUC-RS A produção poética da transição do século XIX para o XX evidencia duas tendências principais: uma que rejeita formalmente o Romantismo, outra que busca a genuína expressão poética. Registra-se, ainda, na época, o caso isolado do poeta _________, cuja reduzida produção caracteriza-se pela linguagem __________ e, ao mesmo tempo, ___________.

a) Alphonsus de Guimaraens / subjetiva / plástica
b) Augusto dos Anjos / cientificista / corrosiva
c) Eduardo Guimaraens / erudita / sugestiva
d) Augusto dos Anjos / impressionista / sonora
e) Alphonsus de Guimaraens / cientificista / grotesca

4. PUC-RS Associar a “Consciência Humana” à imagem de um “morcego”, assim como
fazer poesia sobre o “verme”, ou afirmar que o homem, por viver “entre as feras”, também sente necessidade “de ser fera” são algumas das imagens poéticas de ________. Apesar das críticas contundentes de que foi alvo, o poeta, muito distante da obsessão _________ pela forma, ou da sugestão das imagens __________, já revelava, a seu tempo, elementos de modernidade.

a) Cruz e Sousa / simbolista / parnasianas
b) Augusto dos Anjos / parnasiana / simbolistas
c) Alphonsus Guimaraens / parnasiana / realistas
d) Cruz e Sousa / romântica / parnasianas
e) Augusto dos Anjos / simbolista / parnasianas

5. PUC-RS INSTRUÇÃO: Para responder à questão, enumerar a segunda coluna de acordo
com a primeira, relacionando as idéias, expressões, autores e obras ao que convencionou denominar de Pré-Modernismo e Geração de 22.

1. Pré-Modernismo
2. Geração de 22

( ) Oswaldo de Andrade
( ) Lima Barreto
( ) Mario de Andrade
( ) Os Sertões
( ) fragmentação da narrativa
( ) ruptura com a tradição
( ) ecletismo
( ) irreverência

A seqüencia correta, de cima para baixo, é a da alternativa:

a) 2 – 2 – 2 – 1 – 1 – 1 – 1 – 2.
b) 2 – 1 – 2 – 1 – 2 – 2 – 1 – 2.
c) 2 – 1 – 2 – 2 – 1 – 2 – 2 – 2.
d) 1 – 1 – 1 – 1 – 2 – 2 – 1 – 2.
e) 1 – 1 – 2 – 1 – 2 – 2 – 1 – 1.

6. FEI-SP Manuel Bandeira é um importante poeta:

a) realista.
b) barroco.
c) romântico.
d) modernista.
e) árcade.

GABARITO: 01.A / 02. A / 03. D / 04. B / 05. B / 06. D

1abLIT9efT.09



Avaliação de Literatura
1ª etapa – Profª Macambira – 9º do ensino fundamental - Manhã

1. UnB-DF / adaptada

“O Horácio prepara o cafezinho. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho, que este é custeado pelos funcionários. Custa um tostão. Naziazeno não quer café. Já tomou um há pouco.
Ele se dirige para a sua carteira. Na sala, pequena, trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo.
Ambos muito quietos. O primeiro escriturário confere contas. É um serviço que faz há muito tempo. Dispõe de grande prática. Faz cálculos, usa tinta encarnada, bate muitos carimbos. Depois, quando tem já um grupo de contas respeitável, ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’, ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. O datilógrafo, quando não está ‘batendo’, lê um livro, aberto dentro da gavetinha ao lado.
Naziazeno interroga o datilógrafo:
— O diretor saiu?
O funcionário levanta os olhos do livro, relanceia-os lentamente pela janela, pousa-os no escriturário:
— Está na Secretaria – responde este, sem interromper a conferência das contas.
‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. Não tarda, estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno.
O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis, em forma de faturas. É preciso antes submetê-los a uma conferência, ver se as operações de cálculo estão certas. São ‘notas’ de consumo de materiais, há sempre multiplicações e adições a fazer. O serviço, porém, não exige pressa, não necessita ‘estar em dia’. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses.
Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. É preciso classificar as notas, dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’, calcular; depois então ‘lançá-las’ com capricho, ‘puxar’ cuidadosamente as somas... Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. Era então uma simples contrariedade a esquecer... uma preterição... injustiça ou grosseria dos homens... Mesmo
assim, quando, nesses momentos, se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho, ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’, não era raro vir-lhe um remorso, uma acusação contra si mesmo, contra esse espírito inferior de esquecer prontamente, de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores, quadros risonhos... Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados, emperrados, não tinham, não, essa compreensão inteligente e
leviana das coisas...”

MACHADO, Dyonelio. Os ratos. 12ª ed. São Paulo: Ática, 1992, p. 26-7.

De acordo com o texto acima, julgue os seguintes itens.
( ) Pelo texto apresentado, infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural; cujo cenário é o da zona rural.
( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas.
( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de
evasão (= fuga) dos problemas individuais.
( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente, que penetra na mente da personagem, decifrando-lhe pensamentos, lembranças, sentimentos e sensações.


2. Este fragmento literário acima foi retirado de um romance. O que é um romance?


3. Defina os protagonistas, a partir do excerto lido.



4. Leia essa crítica ao livro:

Comentários sobre a obra:Angústia. Esta é a palavra que perfaz todo o romance, contado por um narrador observador que oferece ao leitor, também, os pensamentos da personagem.Em uma entrevista concedida ao jornal Movimento (24/11/1975), Dyonélio Machado fala sobre a angústia, principalmente, infantil: “Se nos prolongássemos às angústias infantis, não chegaríamos à idade adulta”; sendo assim, pode-se encontrar na infância um possível “berço” das angústias, muitas vezes inexplicáveis, que se acometem nos adultos.

> Esse excerto provoca angústia? De que tipo? Descreva-a .



5. Determine em físico/cronológico ou psicológico os seguintes elementos narrativos presentes nesse excerto:

a) espaço –
b) tempo –

6. Releia: Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. O termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para a frase, por:

a) cadeira b) lugar c) paciência d) tempo

7. Assinale o item que caracteriza corretamente fábula:

a) narrativa curta fantasiosa, geralmente com moral no fim da história
b) narrativa curta de caráter realista flagrando o cotidiano
c) narrativa curta fantasiosa, trabalha as dificuldades humanas e soluções irreais
d) narrativa curta, de caráter ficcional, embora bastante verossímil.

8. Assinale corretamente o item que caracteriza o conto de fadas:

a) narrativa curta fantasiosa, geralmente com moral no fim da história
b) narrativa curta de caráter realista flagrando o cotidiano
c) narrativa curta fantasiosa, trabalha as dificuldades humanas e soluções, às vezes, irreais
d) narrativa curta, de caráter ficcional, embora bastante verossímil.

9. O enredo pode ser resumido no seguinte item:

a) há uma confabulação política entre as personagens
b) o cotidiano angustiado e insosso das personagens
c) há uma disputa declarada e em alto e bom som entre as personagens
d) N.D.A

10.O narrador é:

a) narrador-protagonista
b) narrador-onisciente
c) narrador-personagem
d) narrador-coprotagonista


GABARITO
01. F - V - V - V / 02. Narrativa longa com apenas um núcleo / 03. Horácio - apresentação indireta, plano, indivíduo. Naziazeno - apresentação direta, esférico, indivíduo/ 04. Pessoal. Sugestão: Sim, do tipo que incomoda a pessoa em questões de ser, de existir, de seu traballho e de toda a sua vida. / 05. físico - psicológico / 06. D / 07. A / 09.C / 10. B

1abLIT9efM.,09


Avaliação de Literatura

1ª etapa – Profª Macambira – 9º do ensino fundamental – Manhã

A questão 1 reporta-se ao romance Lucíola, de José Alencar.

“Apenas o médico saiu, ela olhou-me tristemente:
- Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas, sejam elas virgens ainda, não engana. Nosso filho, Paulo, o teu, porque ele era mais teu do que meu, já não existe.
À noite declarou-se a febre; uma febre intensa que a fez delirar. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua, desde o primeiro dia em que nos encontramos.
Pela manhã, depois de um sono curto e agitado, achei-a mais tranquila:
— Tu me prometes, Paulo, casar com Ana!
— Não tratemos disso agora, minha amiga! Quando ficares boa, tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade.
— Mas essa promessa me daria tanto alívio agora!
— Escuta, Maria, esse casamento nos tornaria infelizes a ti, à tua irmã, e a mim, que não poderia amá-la, mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela!
— Pois bem, promete-me que se ela não for tua mulher, lhe servirás de pai.
— Juro-te!
Beijou-me as mãos:
— Ela vai ter tanta necessidade de um pai!
Os acessos da febre repetiram-se durante três dias, e sempre mais graves. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio:
— Para que é isso? perguntou ela com brandura.
— Para aliviá-la do seu incômodo. Logo que lançar o aborto, ficará inteiramente boa.
— Lançar!... Expelir meu filho de mim?
E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula, impelido com violência, voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede.
— Iremos juntos!... murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. Sua mãe lhe servirá de túmulo.
De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar.
— Queres acompanhar teu filho, Maria, e abandonar-me só neste mundo. Vive por mim!
— Se eu pudesse viver, haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. Sinto que a vida me foge!
A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio, que nenhum efeito produziu. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças.
— O remédio de que eu preciso é o da religião. Quero confessar-me, Paulo.
Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica; e abraçando a irmã, disse-lhe:
— Perdes uma irmã, Ana; fica-te um pai. Ama-o por ele, por ti e por mim.
O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que, ajoelhados à borda de um leito, viram finar-se gradualmente uma vida querida.”

1. UEGO Assinale V, para as afirmações verdadeiras, e F, para as falsas:
( ) Em “– Pois bem, promete-me que se ela não for tua mulher, lhe servirás de pai.”
Neste período, evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao
uso do pronome oblíquo “lhe”, exemplificando assim um caso de próclise, que
também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala.
( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. Nesse texto em foco, elas
foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a
hesitação, a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta.
( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo.
( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho, Maria, e abandonar-me só neste
mundo. Vive por mim!” e em: “O dia se passou, na cruel agonia que só compreendem aqueles...”, a palavra “só” tem equivalente função morfológica (= classe de palavra) em ambas as situações.

2. Este fragmento literário acima foi retirado de um romance. O que é um romance?




3. Defina os protagonistas.





4. Defina o narrador e o espaço:



5. Leia esta crítica ao livro:

Lucíola é um romance urbano, em que Alencar transforma a cortesã em heroína, esta purifica sua alma com o amor de Paulo. Ela não se permite amar, por seu corpo ser sujo e vergonhoso, e ao fim da vida, quando admite seu amor, declara-se pertencente a Paulo. É a submissão do amor romântico, onde a castidade é valorizada.

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/371/1/LUCIOLA---Jose-de-Alencar--Resumo/Paacutegina1.html

> Você concorda com essa firmação: JUSTIFIQUE a sua resposta.

6. Releia: E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula, impelido com violência, voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede O termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para a frase, por:

a) empurrado b) largado c) jogado d) destruído

7. Assinale o item que caracteriza corretamente as narrativas curtas:

a) conto, crônica, romance
b) conto, crônica, fábula
c) lenda, fábula, saga
d) romance, saga, novela

8. Assinale o item que caracteriza corretamente as narrativas longas:

a) conto, crônica, romance
b) conto, crônica, fábula
c) lenda, fábula, saga
d) romance, saga, novela

9. O enredo desse trecho aproxima-se mais do item:

a) Tendo sua ilusão desfeita de que conseguiria casar seu amigo com sua amiga, Lúcia morre de desgosto.
b) Não podendo casar com Paulo, Lúcia tentara casá-lo com sua irmã.
c) A heroína, Lúcia, abandona todos na miséria ao morrer com seu filho
d) Paulo não deseja que Lúcia tenha o filho, por isso pede que ela tome o remédio que a fará abortar.

10. São personagens secundárias deste trecho em estudo:

a) Paulo e Ana
b) Paulo e o médico
c) Ana e o médico
d) Paulo e Lúcia

GABARITO:

01. F - V - V - F / 02. Narrativa longa com apenas um núcleo. / 03. Lúcia - apresentação direta, esférica, indivíduo. Paulo = apresentação indireta, esférica, indivíduo. / 04. Narrador-observador; espaço físico (quarto de Lúcia) / 05. Sugestão: Sim. Porque ela prefere morrer a matar o fruto do amor dela e de Paulo / 06. C / 07. B / 08. D / 09. B / 10. C

1abLIT2emT.09



Avaliação de Literatura
1ª etapa – Profª Macambira – 2º do Ensino Médio - Tarde

1. "Quantas coisas (...) brotam ainda hoje, modas, bailes, livros, painéis, primores de toda casta, que amanhã já são pó ou cisco? Em um tempo em que não mais se pode ler, pois o ímpeto da vida mal consente folhear o livro, que à noite deixou de ser novidade e caiu na voga; no meio desse turbilhão que nos arrasta, que vinha fazer uma obra séria e refletida? Perca pois a crítica esse costume em que está de exigir, em cada romance que lhe dão, um poema."

As proposições anteriores, de José de Alencar, fazem alusão a um problema característico do movimento romântico. Aponte-o:

a) o movimento romântico, afeito ao lirismo e á sentimentalidade, busca realizar uma prosa fundamentalmente impregnada de valores poéticos
b) o autor preocupa-se com satisfazer o gosto de um público pouco exigente no que diz respeito a obras de acabamento literário mais sofisticado
c) tendo em vista a caracterização da sociedade burguesa, o romance deve conter preferencialmente ação, que seja o retrato dos agitados tempos modernos
d) o autor, já que se reconhece gênio, e pelo público, é aceito como tal e deve nortear as multidões que o leem com sua palavra sábia e simples

O texto seguinte refere-se às questões 2 e 3.

"O problema da nacionalidade literária foi colocado, dentro da atmosfera do Romantismo, em termos essencialmente políticos. Misturadas literatura e política, a autonomia política transferia-se para literatura, e confundiram-se independência política e independência literária."

2. Segundo o texto, para os românticos:

a) a autonomia política e a autonomia literária foram duas faces de um mesmo processo de emancipação
b) autonomia política e autonomia literária mantiveram entre si uma relação de causa e efeito
c) a autonomia literária sempre se seguiu à emancipação política
d) emancipação política e emancipação literária foram processos que se concretizaram independentemente um do outro

3. Segundo o texto:

a) Romantismo foi uma escola literária de atmosfera essencialmente política
b) no Romantismo, literatura e política interpenetram-se e exercem influência mútua, numa interdependência dialética
c) pode-se dizer que a política usou a literatura em suas campanhas, mas o inverso não é válido, pois a literatura não se valeu da política
d) independência política e independência literária são fenômenos distintos, que só se misturam em consequência de um erro de interpretação

4. Qual o poema de Gonçalves Dias que apresenta a temática indianista? ..........................................................................................................:

5. O lirismo social da poesia de Castro Alves:

a) tematiza a liberdade dentro, principalmente, de um enfoque individualista
b) tematiza a liberdade exclusivamente referenciada ao negro escravizado
c) tematiza a liberdade tanto com um enfoque individualista como coletivo; e, em especial, referenciada ao negro escravizado
d) tematizava a liberdade de modo geral, e apenas acidentalmente referenciada ao negro escravizado

6. Poema castro-alvino que aborda a temática social e antiescravorata, por excelência, intitula-se: ..........................................................................................................:

7. Assinale a alternativa falsa. O Romantismo:

a) procura o elemento nacional
b) propõe ruptura com o passado
c) foi introduzido no Brasil por Gonçalves de Magalhães
d) é a valorização do que é "nosso"

8. Relacione os textos às características:


Texto A____________________________

“Eu amo a noite taciturna e queda!
Amo a doce nudez que ela derrama,
E a fresca aragem pelas densas folhas
Do bosque murmurando.
Então malgrado o véu que envolve a terra,
A vista, do que vela, enxerga mundos,
E apesar do silêncio, o ouvido escuta
notas de etéreas harpas."
Gonçalves Dias

Texto B________________________________

"Já sinto a geada dos sepulcros
o pavoroso frio enregelar-me...
A campa vejo aberta e lá no fundo
Um esqueleto em pé vejo acenar-me..
Entremos. Deve haver nestes lugares
mudança grave na mundana sorte;
Quem sempre a morte achou no lar da vida,
Deve a vida encontrar no lar da morto.”
Laurindo Rabelo

Texto C____________________

"Não achei na vida amores
Que merecessem os meus.
Não tenho um ente no mundo
A quem diga o meu-adeus.
Não posso da vida à campa
Transportar uma saudade.
Cerro meus olhos contente
Sem um ai de ansiedade.
Por isso, ó morte, eu amo-te e não temo:
Por ísso, ó morte, eu quero-te comigo.
Leva-me à região da paz horrenda
Leva-me ao nada, leva-me contigo."
Junqueira Freire


Texto D___________________________

“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques, têm mais-vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá,

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá,
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sabiá.”
Gonçalves Dias

Texto E____________________________

“Passei como D. Juan entre as donzelas,
Suspirei as canções mais doloridas
E ninguém me escutou...
Oh! nunca à virgem flor das faces belas
Sorvi o mel nas longas despedidas...
Meu Deus! ninguém me amou!
..................................................................
Vivi na solidão - odeio o mundo
E no orgulho embucei meu rosto pálido
Como um astro na treva...
Senti a vida um lupanar imundo -
Se acorda o triste profanado, esquálido
--- A morte fria o leva.”
Álvares de Azevedo

Texto F____________________________

“Minh'alma é triste como a flor que morre
Pendida à beira do riacho ingrato.
Nem beijos dá-lhe a viração que corre,
Nem doce canto o sabiá do mato!
E como a flor que solitária pende
Sem ter carícias no voar da brisa,
Minh'alma murcha, mas ninguém entende
Que a pobrezinha só de amor precisa!”
Casimiro de Abreu



Textos Características

A ( ) (l) Saudosismo
B ( ) (2) Evasão pela morte
C ( ) (3) Consciêncía de solidão
D ( ) (4) Imaginação criadora, fantasia
E ( ) (5) Sonoridade
F ( ) (6) Indianismo (evasão pelo tempo)

As questões 09 e 10 tomam como base o texto D da questão 08.

09. Releia a poesia “Canção do Exílio” (Texto D , questão anterior) e responda:

a) onde é lá?
b) onde é cá?

10. O poeta encontra-se saudoso de sua terra natal, pelo exílio sofrido em Portugal. Transcreva abaixo dois elementos da natureza ligados ao Brasil:



GABARITO

01. B / 02. B / 03. B / 04. I-Juca Pirama /05. C / 06. Navio Negreiro / 07. B / 08. A - 6, B - 4, C - 2, D - 5, E - 3, F - 1 / 09. a) Brasil b) Portugal / 10. sabiá e palmeiras

1abLIT2emM.09




Avaliação de Literatura
1ª etapa – Profª Macambira – 2º do Ensino Médio - Manhã

1. Observe as afirmações abaixo e responda ao que se pede:

I. Preferência pela realidade exterior sobre a interior.
II. Anteposição da fé à razão, com valorização da mística e da intuição.
III. Poesia descritiva de representação dos fenômenos da natureza. Detalhismo.
IV. Gosto pelo pitoresco, pela descrição de ambientes exóticos.
V. Atenção do escritor aos detalhes para retratar fielmente o que descreve.

> Das características gerais acima expostas, justifique uma que pertença à estética
literária do Romantismo:



2. Não é próprio do Romantismo:

a) Explorar assuntos nacionais como história, tradições, folclore;
b) Idealizar a mulher, tornando-a perfeita em todos os sentidos;
c) Explorar assuntos ligados à antiguidade clássica, imitando-lhe os poetas e prosadores;
d) Valorizar temas fúnebres e soturnos.

3. De acordo com a posição romântica, é correto afirmar que:

a) A natureza é expressiva no Romantismo e decorativa no Arcadismo.
b) Com a liberdade criadora implantada no Romantismo, as regras fixas do Classicismo caem e "o poema começa onde começa a inspiração e termina onde termina esta".
c) A visão do mundo romântica é centrada no sujeito, no "eu" do escritor, daí a predominância da função emotiva na linguagem do Romantismo.
d) Todas as alternativas anteriores estão corretas.

4. Poderíamos sintetizar uma das características do Romantismo pela seguinte aproximação de opostos:

A) Cultivando o passado, procurou formas de compreender e explicar o presente.
b) Pregando a liberdade formal, manteve-se preso aos modelos legados pelos clássicos.
c) Embora marcado por tendências liberais, opôs-se ao nacionalismo político.
d) Voltado para temas nacionalistas, desinteressou-se do elemento exótico, considerando-o incompatível com exaltação da pátria.

5. A visão do mundo, nostálgica nos românticos, explica-se:

a) Pelas inúmeras guerras havidas na época do Romantismo.
b) Pela inadaptação aos valores absolutistas implantados pela monarquia brasileira.
c) Pelo descontentamento da nobreza, que deixa o poder, e de parte da burguesia, que ainda não havia assumido ou que tivesse ficado à margem dele.
d) Pela contemplação de um Brasil conservador, baseado no latifúndio, no escravismo e na monarquia.
6. "Deus! Oh, Deus! Onde estás que não respondes? Em que mundo, em qu'estrelas tu t'escondes Embuçado no céus? Há dois mil anos te mandei meu grito, Que embalde desde então corre o infinito... Onde estás, senhor Deus?..."

 Complete:

Esta é a primeira estrofe de um poema que é exemplo de ............................................., da autoria do poeta condoreiro, o Poeta dos Escravos, ............................................................... O título dessa poesia se refere à denúncia de um ato recém criminoso, à época: ...........................................................................................

7. Assinale a alternativa que traz apenas características do Romantismo:

a) idealismo, religiosidade, objetividade, escapismo, temas pagãos.
b) predomínio do sentimento, liberdade criadora, temas cristãos, natureza convencional, valores absolutos.
c) egocentrismo, predomínio da poesia lírica, relativismo, insatisfação, idealismo.
d) idealismo, insatisfação, escapismo, natureza convencional, objetividade.

8. UM ÍNDIO

"um índio descerá de uma estrela colorida brilhante
de uma estrela que virá numa velocidade estonteante
e pousará no coração do hemisfério sul na américa
num claro instante
(...)
virá
impávido que nem muhammad ali
virá que eu vi
apaixonadamente como peri
virá que eu vi
tranquilo e infalível como bruce lee
virá que eu vi
o aché do afoxé filhos de ghandi virá"

(Caetano Veloso)

O trecho anterior mostra, com uma visão contemporânea, determinado tipo de tratamento dado ao índio brasileiro em certo período de nossa literatura.

O nome do poeta indianista que manifestou tal tendência é .............................................................................................................................................autor do longo e famosos poema indianista ............................................................................................................................................
.
9. Complete:

"A verdadeira poesia deve inspirar-se num entusiasmo natural e exprimir-se com naturalidade, sendo simples, pastoril, bucolicamente ingênua e inocente."
Esta afirmação caracteriza a estética _______________________ uma vez que exalta elementos ligados à _____________________, opondo-se ao culto do interior que identifica o _______________________________.

10 - (PUC-RS/ adaptada) Complete:

A estrofe abaixo demonstra que a mulher aparece frequentemente na poesia de ......................................................... , poeta ultraromântico, como figura inacessível. Outra característica da .................................... geração romântica é o mal-do-século.

“Era a virgem do mar! Na escuma fria
Pela maré das águas embaladas!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!”

GABARITO:

01. II e IV. Pessoal. / 02. C / 03. D / 04. B / 05. A / 06. angústia - Castro Alves - Navio Negreiro / 07. C / 08. Gonçalves Dias - I-Juca Pirama / 09. árcade - natureza - romantismo / 10. Álvares de Azevedo - segunda